Tecnologia 06/06/2026 13:06
Adeus cartão na mão: o Inter lançou lançou anel, pulseira e relógio vestíveis que pagam por aproximação e prometem abrir portas e reservar hotéis no futuro, com o relógio previsto para chegar perto da Black Friday de 2026 trazendo suporte a duas moeda

O cartão pode estar com os dias contados na carteira. Em um evento em São Paulo, nesta terça-feira (2), o Inter lançou o Inter Wearables, uma linha de wearables formada por anel, pulseira e relógio que fazem pagamentos por aproximação sem o cliente precisar tirar o celular do bolso.
A ideia do banco é transformar acessórios do dia a dia em uma extensão do cartão.
Por enquanto, dois dos três produtos já estão à venda: o anel Inter Ring e a pulseira Inter Wristband, ambos com tecnologia NFC.
O relógio, feito em parceria com a fabricante brasileira Acto, deve chegar perto da Black Friday de 2026. Segundo Rodrigo Gouveia, diretor-executivo de comércio e ecossistema do Inter, o foco é a conveniência de um público jovem.

Os três dispositivos usam NFC passivo, ou seja, não têm bateria, tela nem precisam de recarga, e ainda são à prova d’água.
Depois de uma ativação inicial pelo Super App, o wearables é vinculado ao cartão e passa a funcionar de forma independente do celular para os pagamentos por aproximação.
As transações correm pelo sistema da Mastercard, com tokenização e criptografia, e têm um limite de 200 reais por compra; acima disso, é preciso digitar a senha.
Na primeira fase, a linha funciona com cartões de crédito Inter emitidos no Brasil e com cartões da Global Account para residentes brasileiros, podendo ser usada tanto no país quanto no exterior.
Todas as compras, feitas com cartão físico, virtual ou com o wearables, aparecem na mesma fatura, o que ajuda no controle dos gastos. Em caso de perda, o bloqueio é feito pelo aplicativo, sem afetar o cartão.
Entre os produtos já disponíveis, o anel Inter Ring tem versão em cerâmica, nas cores rosa, preto e cinza, por 465 reais, e versão metalizada, dourada ou prata, por 485 reais.
Já a pulseira Inter Wristband, nas cores preto, laranja e branco, custa 349 reais.
As vendas começaram pelo Inter Shop, dentro do aplicativo, e o banco prevê venda física em unidades do Inter Café e em salas VIP nas próximas semanas, com medidor de anel enviado à casa do cliente.
O terceiro item é o mais aguardado.
O relógio, que completará a linha de wearables, é desenvolvido em parceria com a Acto, micromarca brasileira de relógios cujos modelos costumam custar a partir de 5 mil reais.
Será uma peça analógica, com caixa e movimento japonês, preparada com a área de inovação e hardware do Inter há cerca de dois anos.
O grande diferencial é que ele virá com dois chips, um para real e outro para dólar, permitindo pagar nas duas moedas, e a previsão é que chegue até a Black Friday de 2026.
Os pagamentos por aproximação são só o começo. Além de pagar, os dispositivos também funcionam como uma camada extra de autenticação, elevando a segurança das operações.
Segundo o Inter, estão em negociação parcerias para usar os wearables em situações como check-in em voos, abertura de portas, reservas de hotéis e, mais adiante, de carros, além de ingressos, transporte e eventos.
Parte desse plano se apoia em outra tecnologia, a MIFARE, que permite o acesso a ambientes físicos compatíveis, e o banco já estuda liberar a entrada em suas salas VIP por meio dos acessórios.
Como ação de lançamento, o Inter também ofereceu pontuação bônus por três meses no Inter Loop, seu programa de pontos, para quem usar os novos dispositivos.
Vale entender o que esses produtos não são. Diferentemente de relógios como o Apple Watch e o Galaxy Watch, ou dos anéis inteligentes voltados à saúde, os wearables do Inter são passivos: não se conectam à internet, não exibem notificações e não monitoram atividades físicas.
O foco é estritamente pagamento, autenticação e, no futuro, acesso, usando a tecnologia NFC como base.
Por isso, ainda há perguntas em aberto. Como apontam análises do setor, o teste será se o público mira do banco realmente adota o produto, já que um wearables passivo exige dois passos do cliente: comprar o dispositivo e ativá-lo na conta.
Também vale acompanhar quantos aparelhos serão de fato usados nos primeiros meses e se os pagamentos por aproximação no pulso ou no dedo vão, mesmo, abrir caminho para as tais experiências de acesso prometidas pelo Inter.
Trocar o cartão e até o celular por um anel, uma pulseira ou um relógio que paga por aproximação é o tipo de novidade que divide opiniões.
Conte nos comentários se você usaria um wearable do Inter no lugar do cartão e se confiaria nesse tipo de pagamento no dia a dia.
Deu em CPG

Descrição Jornalista
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