Política 20/09/2023 09:47
Relação entre Congresso e Judiciário está cada vez mais azeda; entenda
Decisão do ministro André Mendonça, de permitir que auxiliar de Bolsonaro não compareça à CPMI do 8/1 para depor, piora o desgaste com o Supremo. Legislativo reage com propostas que confrontam a Corte

A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em desobrigar Osmar Crivelatti, assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, a comparecer sessão de ontem da CPMI do 8 de janeiro revoltou o presidente do colegiado, deputado Arthur Maia (União-BA), que considerou uma interferência indevida da Corte nos trabalhos do colegiado.
Por isso, solicitou à Advocacia do Senado que o STF reconsidere a decisão, justificando que “caso se universalize o entendimento ora agravado, haverá o completo esvaziamento do inquérito parlamentar, porque estará ao alvedrio do convocado comparecer ou não”.
Tornaram-se recorrentes as críticas dos parlamentares à Corte, que acusam-na de interferir nos trabalhos do Congresso.
Alguns temas que vêm sendo analisados pelos ministros do STF se chocam com posições defendidas por deputados e senadores. Há, dentro do Parlamento, um profundo incômodo — sobretudo de setores conservadores — com o julgamento da descriminalização do parte de maconha e do aborto, além do marco temporal para a demarcação de terras indígenas.
O Congresso, porém, já vem trabalhando em contra-ofensivas ao STF. Antes de viajar na comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Nova York, para a Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou, na semana passada, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) criminalizando o porte e a posse de droga, em qualquer quantidade.
O texto vai na contramão do julgamento no STF.
Da mesma forma, o senador Marcos Rogério (PL-RO) pretende aprovar, hoje, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado, o relatório que elaborou a favor do marco temporal — que estabelece o dia da promulgação da atual Constituição, em 5 de outubro de 1988, como ponto de partida para a demarcação das terras indígenas.
No STF, a mesma matéria volta a ser analisada também hoje, embora o placar na Corte seja de 4 x 2 para invalidar o marco.
Para acirrar mais o confronto entre Legislativo e Judiciário, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) desengavetou uma PEC, que apresentou em março de 2019 à CCJ da Casa, que o mandato de ministros do Supremo seja limitado a oito anos.
Deu em Correio Braziliense

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