Arqueologia 02/01/2023 09:18
Cientistas revelam quem estava nos caixões de chumbo escondidos em Notre Dame
Enquanto arqueólogos faziam esses trabalhos, escavações no início de 2022 revelaram dois caixões de chumbo de vários séculos atrás, levantando mistérios e teorias, como as de que seriam múmias antigas ou artefatos preciosos.

Há 3 anos, acontecia o trágico incêndio na Catedral de Notre Dame de Paris, levando as autoridades francesas a lançarem esforços para avaliar os danos e restaurar o local.
Enquanto arqueólogos faziam esses trabalhos, escavações no início de 2022 revelaram dois caixões de chumbo de vários séculos atrás, levantando mistérios e teorias, como as de que seriam múmias antigas ou artefatos preciosos.
Em novembro, os artefatos foram finalmente abertos e estudados, e agora os cientistas anunciaram o que havia em seu interior — os restos mortais de dois homens abastados, um deles membro do clero que teria morrido da “doença dos reis” e outro cuja origem e vida seguem sendo um mistério. Seus ossos estão sendo estudados em busca de pistas acerca de seu estilo de vida e circunstâncias da morte.
O sarcófago de chumbo do homem eclesiástico facilitou um pouco o trabalho de pesquisa, já que traz uma placa de identificação. No item de latão, lê-se o nome “Antoine de La Porte” e a informação de que morreu aos 83 anos, em 24 de dezembro de 1710.
Ele era um cônego, posição eclesiástica responsável por cuidar da catedral: com seu dinheiro, ele ajudou a financiar o coral de Notre Dame, o que pode explicar seu enterro no transepto, local reservado para o descanso apenas da elite francesa.
No dedão do pé do cônego, foram identificados sinais de gota, um tipo de artrite inflamatória que pode ser causada pelo exagero no consumo de bebidas alcoólicas e alimentos — por isso, ela também era conhecida como a “doença dos reis”. Já no segundo sarcófago, não havia inscrições, o que mantém o corpo em seu interior no anonimato. O que sabemos é que o falecido tinha de 25 a 40 anos na hora da morte, e que ele teve uma vida difícil.
Seus ossos indicam que ele montava cavalos desde bem novo, e que perdeu a maioria dos dentes nos anos e meses anteriores à sua morte. Ossos reativos no crânio e espinha também estavam presentes, o que leva os pesquisadores a crer que a causa da morte possa ter sido uma meningite crônica causada pela tuberculose.
O ritual funerário usado no homem também foi bem curioso, embora comum para a nobreza da época (provavelmente meados do século XVI): ele não teve o cabelo preservado, mas folhas e flores estavam dispostas ao redor da cabeça e no abdômen.
O crânio foi serrado e o tórax aberto para o embalsamamento. Ele foi apelidado de “Le Cavalier”, O Cavaleiro, pelos pesquisadores.
A identificação do sujeito dependerá de descobrir a data da morte, estimada entre os séculos XIV e XVIII. Caso ele tenha morrido na segunda metade do século XVI ou início do século XVII, poderemos encontrá-lo nos registros de óbito disponíveis em documentos históricos. Antes desse período, não há dados que possam ajudar os pesquisadores, e nesse caso, nunca saberemos quem o Cavaleiro foi.
Em breve, saberemos mais sobre as origens geográficas e dietas dos antigos homens, que podem ajudar a solucionar melhor o mistério de suas mortes e vidas na Catedral de Notre Dame de Paris. Os resultados derradeiros dos estudos sobre seus restos mortais deverão ficar disponíveis entre o primeiro e segundo trimestre de 2023.
Fonte: Canaltech/Yahoo

Descrição Jornalista
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