Eleições 23/11/2022 18:45
PL de Bolsonaro insiste em questionar resultado das urnas só no 2° turno
Em resposta ao TSE, PL manteve pedido para verificação apenas de urnas eletrônicas antigas usadas no 2° turno da eleição presidencial

Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Partido Liberal (PL) manteve o pedido para que sejam verificados apenas os resultados das urnas eletrônicas antigas usadas no segundo turno da disputa presidencial.
“A coligação autora requer que seja mantido como escopo inicial da verificação extraordinária o segundo turno da eleição de 2022”, diz o documento enviado pela legenda ao TSE.
Na terça-feira (22/11), o PL entrou com ação na Justiça Eleitoral na qual alega “mau funcionamento das urnas [antigas] com potencial para macular o segundo turno das eleições presidenciais de 2022”. A conclusão consta em relatório feito por instituto contratado pela legenda para fazer uma auditoria do processo eleitoral.
Um dia depois de questionar o resultado das urnas, o presidente do Partido Liberal, Valdemar da Costa Neto, convocou, nesta quarta-feira (23/11), uma nova coletiva de imprensa para reforçar as críticas ao atual sistema eleitoral.
“Nós fizemos esse levantamento porque toda eleição tem que ser segura. O voto não pode ter dúvidas. O voto tem que ser seguro, e se isso for uma mancha na nossa democracia nos temos que resolver isso agora. É um problema muito sério. Como podemos viver com o fantasma das eleições de 2022?”, questionou.
O dirigente partidário também argumentou que a solicitação à Justiça Eleitoral visa anular somente os votos proferidos no 2º turno para evitar “grave tumulto processual”.
Embora documento encaminhado pela Coligação Pelo Bem do Brasil, composta pelo PL, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) alegue haver “desconformidades irreparáveis no funcionamento das urnas”, nesta quarta, Valdemar da Costa Neto, afirmou ter apresentado ao TSE “indícios de problemas” e disse ter direito de fazer tal questionamento, conforme previsto em lei.
“A mídia em geral fez entender que não temos uma prova de mau funcionamento das urnas publicadas ontem. A Lei Geral das Eleições (Resolução 23.673, artigo 51) diz: as entidades fiscalizadoras poderão solicitar verificação extraordinária após o pleito desde que sejam relatados fatos e apresentados indícios”, afirmou Costa Neto em coletiva.
Segundo o documento apresentado pela legenda, o Instituto Voto Legal (IVL) constatou “mau funcionamento das urnas com potencial para macular o segundo turno das eleições presidenciais de 2022”.

Descrição Jornalista
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