Amazônia 08/10/2022 09:39
Brasil Descoberta árvore mais alta da Amazônia. Ela tem 88,5 metros de altura
Ela teria aproximadamente 400 anos e foi descoberta durante uma expedição de um grupo de pesquisadores do Projeto Árvores Gigantes da Amazônia.

Imagina uma árvore de 88,5 metros de altura, do tamanho de um edifício de 30 andares?
Ela teria aproximadamente 400 anos e foi descoberta durante uma expedição de um grupo de pesquisadores do Projeto Árvores Gigantes da Amazônia.
Eles chegaram a esse número a partir de cálculos matemáticos realizados com base na dendrocronologia, técnica que analisa os anéis de crescimento das árvores.
Angelim vermelho (Dinizia excelsa Ducke) contou que árvore majestosa foi identificada por satélite em 2019, e está localizada no sul do Amapá, na Floresta Estadual do Peru, na divisa do Pará com o Amapá.
Ela está num santuário preservado
A maior árvore da Amazônia faz parte de um santuário de árvores de grande porte. Este santuário é composto por cinco exemplares com mais de 80 metros de altura. Para se ter uma noção da importância do lugar, a média no bioma é de 40 a 60 metros de altura.
O santuário está localizado na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Iratapuru, onde vivem populações tradicionais que exploram a castanha de forma sustentável.
A procura pela árvore gigante
Em 2019, os cientistas saíram para encontrar essa gigante, mas, quando faltavam apenas três quilômetros para chegar ao local exato, tiveram que desistir da viagem por falta de alimentação, combustível e tempo suficientes.
Em outubro de 2020, após sete meses de pausa devido à pandemia da covid-19, uma nova expedição percorreu a região e fez o registro da mais alta castanheira (Berthollhetia excelsa) – 66,66 metros – já mapeada na reserva do Rio Iratapuru.
No ano passado, em setembro, em nova incursão pela floresta, os cientistas se depararam com a segunda maior árvore da espécie Angelim vermelho, com 85,44 metros de altura e circunferência de 9,45 metros, em Porto Alegre, na região do rio Cupixi. A idade foi estimada em 500 anos.
E, finalmente, este ano, durante a expedição realizada de 11 a 22 de setembro, os pesquisadores brasileiros ficaram diante da maior árvore da Amazônia.
Encontro memorável
Segundo João Matos, engenheiro florestal da Promotoria do Meio Ambiente de Macapá, o encontro com a maior árvore da Amazônia foi algo memorável para todos.
“Olha só a emoção da equipe toda! Olha só o tamanho dessa gigante, desta rainha da Amazônia! Nossa, é linda, é linda!”, declarou.
Também foi João que registrou o encontro com o magnífico angelim em vídeo, que você pode assistir no final da matéria. “Muita emoção! Valeu todo o sacrifício!”, completou.
Pesquisa e preservação
O próximo passo é se aprofundar nas pesquisas sobre a árvore e criar um mapa de preservação de toda essa região, segundo o grupo de pesquisadores.
Nesse aspecto, a adesão do Ministério Público do estado do Amapá como parceiro do projeto Árvores Gigantes da Amazônia, em 2021, foi bastante acertada.
Com isso, a instituição assumiu compromissos para incentivar e articular a criação de um projeto de lei voltado para a proteção das espécies gigantes, além de apoio logístico para a continuidade das pesquisas.
“Junto com esse novo conhecimento a gente começa a perceber a importância, por exemplo, da captação do estoque de carbono que essas florestas guardam, especialmente nesse momento de mudanças climáticas onde as florestas têm um papel muito importante na regulação do clima do nosso país”, disse o professor Eric Bastos Gorgens.
E Eric ainda acrescenta: “A espécie não está em risco humano, mas ainda estamos estudando para entender o quão raras são as gigantes da Amazônia. Aliado a isso, percebemos a importância, por exemplo, da captação do estoque de carbono que essas florestas guardam, especialmente neste momento de mudanças climáticas”.

Equipe formada por pesquisadores e pessoas da comunidade local, conhecedores da floresta — Foto: Projeto Árvores Gigantes da Amazônia/ Divulgação
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Descrição Jornalista
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