Imposto de Renda 04/12/2020 06:17
Receita Federal aplica multas milionárias contra artistas da Globo
Fisco aplica multas milionárias de até 150% contra 12 celebridades globais e faz acusações pesadas contra a emissora

Depois de passar meses vasculhando as relações financeiras da Globo com as estrelas que integram o elenco artístico da emissora, a Receita Federal deflagrou no fim de novembro uma das mais contundentes fiscalizações já realizadas pelo órgão contra o grupo no período recente.
O órgão aplica multas milionárias contra 12 celebridades da TV e do cinema brasileiro por supostos “crimes contra a ordem tributária” cometidos em “conluio” com a Globo a partir da chamada “pejotização”, modelo de relação de trabalho que a própria Receita reconhece que é “comum no país”, mas que, nesse caso, é usado até para fundamentar acusações graves contra os globais e a emissora no MPF por “crimes contra a ordem financeira”.
A fiscalização é mais um episódio da guerra aberta pelo presidente Jair Bolsonaro contra a emissora tratada por ele como inimiga do governo.
Em um longo relatório de quase 70 páginas, no caso de uma famosa atriz de novelas e do cinema nacional, o fisco aplica uma multa de 150% sobre os valores fiscalizados. Os valores cobrados pela Receita na fiscalização passam de 1,7 milhão de reais sobre um faturamento de pouco mais de 2 milhões de reais.
O tributarista Leonardo Antonelli, que defende os globais, afirma que a ação da Receita configura “confisco tributário”, já que os valores cobrados equivalem aos valores recebidos pelos artistas.
“Alterando o seu próprio entendimento praticado a décadas, a Receita resolveu desconsiderar todos os recolhimentos tributários efetuados pelas pessoas jurídicas dos artistas da Globo e cobrar o imposto de renda como se pessoa física fosse (27,5%), acrescido de multa de 150% e juros Selic (44%). Na prática, se mantida a autuação, o artista será obrigado a devolver tudo o que recebeu ao fisco: um verdadeiro exemplo acadêmico de confisco”, afirma.
Para o advogado, a atuação da Receita não se sustenta juridicamente por penalizar o contribuinte por uma prática aceita pelo órgão em governos anteriores ao de Bolsonaro.
“Em matéria tributária, o poder Judiciário tem reiteradamente preservado o contribuinte que sofre autuação decorrente de mudança de entendimento da Receita Federal”, diz Antonelli.
“O setor do entretenimento, jornalismo, esporte e tantos outros, a décadas, vem se organizando através de empresas para gerir as carreiras, imagens e receitas no Brasil e no mundo”, complementa.
Para o advogado, além de configurar uma perseguição aos artistas, o bombardeio da Receita amplia a insegurança jurídica que afasta investidores num país já famoso por um sistema tributário esquizofrênico.
“Em 30 anos de experiência em contencioso, nunca me deparei com uma autuação fiscal tão ameaçadora da liberdade econômica”, diz o advogado.
Deu em Veja/Radar

Descrição Jornalista
Governo estende prazo para pagamento do consignado de servidores
07/05/2026 13:45
Governo do RN lança novo edital do Programa Câmara Cascudo
07/05/2026 12:33
02/05/2026 08:15 171 visualizações
Militar que matou Bin Laden 15 anos atrás: ‘Eu o teria enforcado numa ponte de Nova York’
04/05/2026 07:12 160 visualizações
Derradeiro de Maio abre São João no Nordeste e reúne grandes nomes do forró
01/05/2026 05:13 151 visualizações
Os fantasmas que rondaram Messias, e inquietam integrantes dos Três Poderes
01/05/2026 12:33 139 visualizações
Operação Zero Álcool registra 240 prisões por embriaguez ao volante no primeiro quadrimestre de 2026
02/05/2026 04:39 136 visualizações
Avanço do comércio ilegal pressiona economia e demanda ação coordenada, afirma representante da CNC
01/05/2026 06:55 135 visualizações
Inmet emite alertas laranja e amarelo de chuvas intensas no RN
01/05/2026 06:55 125 visualizações
01/05/2026 05:47 124 visualizações
Fecomércio realizará no dia 15 de maio, às 13h, no Teatro Riachuelo, o Innovation Day
02/05/2026 05:54 122 visualizações