Cinema e TV 01/12/2020 09:16
“Agô”, de Alice Carvalho, é premiado no Rio Webfest como a melhor ideia de 2020
Agô, série documental da atriz, roteirista e dramaturga potiguar Alice Carvalho, foi premiado no Rio WebFest – maior festival de webséries do mundo – como a Melhor Ideia de 2020. A série está em fase de desenvolvimento em parceria com a Caboré Audiovisual.

Agô, série documental da atriz, roteirista e dramaturga potiguar Alice Carvalho, foi premiado no Rio WebFest – maior festival de webséries do mundo – como a Melhor Ideia de 2020.
A série está em fase de desenvolvimento em parceria com a Caboré Audiovisual.
Agô é uma série documental de viagem que vai seguir a rota da ancestralidade e das raízes da atriz.
“Agô”, que vem do Yorubá e significa “pedir licença”, se encaixa perfeitamente com a premissa dessa série, porque expressa pedido de licença, desejo de dar passagem, de dar espaço para o que transita. Nessa busca por passagem, a premissa de AGÔ, nasce de perguntas: De onde nós viemos? Quais são nossas raízes? O que nos liga a nossa ancestralidade?
Os 6 episódios em formato de roadserie dessa 1ª temporada trazem em seu escopo o encontro de personagens reais com sua cultura e seu povo originário.
A série apresenta a trajetória de uma mulher negra e nordestina em busca da sua linhagem ancestral ao redor do mundo, partindo do nordeste brasileiro rumo a Europa colonizadora e encontrando desfecho na África. Tudo isso sob a perspectiva de uma equipe técnica enxuta de profissionais igualmente nordestinos e não-brancos, formada pelos cineastas André Santos, Athos Muniz e Juh Almeida.
O pontapé inicial da série vem de um elemento surpresa: a abertura do resultado de um teste de ancestralidade feito no laboratório Genera, que analisa – à partir do DNA mitocondrial e do cromossomo Y – os caminhos percorridos pelos antepassados de Alice e de todo resto da equipe. Esse exame tão precioso que pode rastrear uma estrutura familiar de até 50 mil anos será o nosso mapa nessa busca pelo desconhecido.
AGÔ traz na sua narrativa documental a pura ilustração da Sankofa, um conceito nascido na África Ocidental: Volte e pegue. Não é errado voltar atrás pelo que foi esquecido.
Aos 24 anos, uma carreira em ascensão
Alice Carvalho possui experiência como atriz, roteirista e dramaturga. Sua formação de atriz foi adquirida em workshops e oficinas livres com grupos como Clowns de Shakespeare, Cia. Teatro Interrompido, SEM Cia. de Teatro e Coletivo Alfenim.
É discente no curso de Artes Visuais na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
No teatro esteve em cartaz com “Brutal” (drama de Mário Bortolotto), “DO AMOR” (comédia autoral), circulou o país de 2014 a 2015 com seu número de Stand Up Comedy e em 2017 estreou “INKUBUS” (thriller/drama autoral) sob a direção de Junior Dalberto, espetáculo que angariou o prêmio de “Artista do Ano” para Alice Carvalho no Troféu Cultura RN.
Como escritora lançou em 2015 o livro “Do Amor – E algumas crônicas…” pela editora Jovens Escribas, com o prefácio de Ingrid Guimarães, circulando com palestras ao lado de nomes como Marcelino Freire e Xico Sá. Em 2018 lançou “A Princesa Empoderou”, coletânea de contos e crônicas publicados em jornais e revistas de Natal.
Em 2016 idealizou, roteirizou e protagonizou a Websérie SEPTO, vencedora do prêmio de “Melhor Websérie” no Buenos Aires Webfest 2017, “Melhor Elenco de Drama” no Rio Webfest 2017, “Destaque Audiovisual” no Troféu Cultura RN, além de ter sido indicada a prêmios em 4 categorias no Asia Web Awards 2017 e 3 no Seoul Webfest 2017.
Em 2018, após ter sido escolhida no Rio Webfest, SEPTO representou o Brasil em festivais na Alemanha (Die Seriale e Wendie Webfest) e nos Estados Unidos (Streamy Awards 2018 e Out Webfest), tornando-se o primeiro projeto audiovisual potiguar a receber destaque em Hollywood.
Em 2019 escreveu e protagonizou a segunda temporada da bem-sucedida “SEPTO”, financiada através do edital Rumos Itaú Cultural com estreia prevista para maio, integrou o elenco da super-série da Globo “Segunda Chamada” e o elenco da segunda temporada da série “MANU”, produção da Substrato Filmes e criar clipes para as bandas BaianaSystem e BARRO.
Em 2020 estreou, roteirizou e co-dirigiu o documental “Fora do Papel”.
Atualmente, é consultora de roteiro de desenvolvimento das séries “Os Holísticos”, “FOME”, “Elas” e “Anima Cordel”. Desenvolve junto com Vitória Real o podcast educacional “Roteiros São de Vênus” e é chefe da sala de roteiro dos projetos “Thelma e Luiza” e “AGÔ”.
Fonte e foto: Assessoria

Descrição Jornalista
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