Corrupção 06/09/2026 18:46
Crise no STF: Indústria e Comércio organizam manifesto e buscam apoio de empresários para pressionar plenário da Corte

A pressão do setor empresarial por uma resposta institucional à crise que envolve o Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou uma nova frente.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) começou a buscar apoio de sindicatos patronais e associações empresariais para um abaixo-assinado que pretende levar a discussão ao plenário da Corte.
A iniciativa ocorre em meio aos desdobramentos do caso Banco Master e à crescente exposição do Supremo no episódio. A proposta em circulação entre as entidades sustenta que o país atravessa um “teste de integridade inédito” e defende uma manifestação do conjunto dos ministros sobre a situação.
Na prática, a articulação tenta ampliar a cobrança para além de posicionamentos isolados de empresários. A Fiesp procura adesões em diferentes áreas da economia, incluindo indústria, comércio, agronegócio, transportes e cooperativas.
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) participa da mobilização e afirma já ter obtido mais de mil assinaturas de associações e federações comerciais. O Sindicato da Indústria de Brinquedos (Sindibrinquedos) e a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) estão entre as entidades que aderiram.
Os responsáveis pela iniciativa também calculam o momento de tornar o documento público. A previsão é que isso aconteça entre 8 e 10 de setembro, deixando o 7 de Setembro fora da janela de divulgação.
A decisão busca afastar o manifesto das manifestações do Dia da Independência e reduzir interpretações de que a iniciativa empresarial tenha objetivo político-eleitoral.
Essa preocupação também aparece nas conversas para ampliar o número de assinaturas. Parte das entidades procuradas demonstra resistência por receio de entrar diretamente na disputa em torno do Supremo ou de alimentar acusações de partidarização da Fiesp.
O objetivo declarado pelos organizadores é apresentar o movimento como uma reação da sociedade civil ao que consideram um agravamento da crise institucional.
A movimentação ocorre após uma semana de novos episódios envolvendo o STF e o caso Master.
Entre eles estão a divulgação de mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes e a reação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pediu a anulação de um relatório da Polícia Federal (PF).
A relação da Fiesp com o debate sobre o caso, porém, começou antes. Em janeiro, a entidade projetou novamente a bandeira do Brasil na fachada de sua sede, na Avenida Paulista, após a revelação de um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório da mulher de Moraes.
Agora, o movimento avança de um gesto simbólico para uma articulação organizada entre entidades empresariais. Sob a presidência de Paulo Skaf, a Fiesp tenta reunir diferentes setores em torno de uma cobrança específica: que a crise deixe de ser tratada apenas por manifestações individuais e seja discutida pelo plenário do Supremo.
Deu em CNBC

Descrição Jornalista
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