Tecnologia 09/07/2026 06:51
Aluguel de robôs: como funciona o modelo por assinatura e o que as máquinas humanoides podem fazer

O mercado de aluguel de robôs está crescendo e desponta como uma das principais tendências da indústria de automação.
Em vez de comprar máquinas por dezenas ou centenas de milhares de dólares, empresas têm optado por assinaturas mensais ou contratos de locação, que incluem manutenção, atualizações de software e suporte técnico.
O modelo, conhecido como “Robotics as a Service” (RaaS), já é utilizado em hospitais, fábricas, fazendas e até eventos, enquanto fabricantes apostam que ele será o principal caminho para popularizar a robótica nos próximos anos.
A mudança ocorre em um momento em que a evolução tecnológica dos robôs se acelera. Como novos modelos são lançados com frequência, a compra definitiva pode significar adquirir um equipamento que ficará obsoleto em poucos anos.
A locação permite que os clientes tenham acesso às versões mais recentes sem precisar fazer novos investimentos elevados.
Nos Estados Unidos, hospitais já utilizam robôs alugados para transportar medicamentos, materiais e suprimentos entre diferentes setores. Segundo a fabricante Diligent Robotics, cerca de 100 unidades do robô Moxi operam em instituições de saúde por meio desse modelo de assinatura, reduzindo o investimento inicial necessário para a adoção da tecnologia.
Robôs da Moxi fazem entregas em hospitais, e há modelos que fazem serviços de bartenders ou máquinas de capina autônomas em fazendas. Máquinas de limpeza movidas por IA já trabalham em lares chineses.
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Na indústria, empresas também recorrem ao sistema para automatizar linhas de produção sem adquirir os equipamentos. A americana Formic, por exemplo, opera uma frota de mais de 250 robôs industriais alugados para fabricantes, cobrando uma taxa fixa mensal que inclui instalação, manutenção e monitoramento.
A estratégia busca tornar a automação acessível a pequenas e médias empresas.
Na China, o aluguel de robôs humanoides ganhou impulso após apresentações que viralizaram nas redes sociais e em grandes eventos públicos. Empresas passaram a oferecer as máquinas para feiras, ações promocionais, casamentos e campanhas de marketing. Em alguns casos, os robôs também são usados para recepcionar visitantes e interagir com o público.
Apesar do interesse crescente, especialistas afirmam que os humanoides ainda estão longe de substituir trabalhadores em larga escala.
Atualmente, muitos equipamentos dependem de operadores humanos para programação e controle, sendo mais eficientes em demonstrações, entretenimento e tarefas específicas do que em atividades complexas e autônomas.
A CNN noticiou que, dentro de um centro de treinamento estatal perto de Pequim, mais de 120 humanoides trabalham enfileirados em tarefas repetitivas, mas são guiados por instrutores humanos com controladores manuais.
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Mesmo assim, a China continua ampliando os investimentos no setor como parte de sua estratégia de liderança em inteligência artificial e robótica.
O governo incentiva a adoção dos equipamentos em centenas de aplicações práticas, enquanto fabricantes apostam que o aluguel ajudará a acelerar o uso dos robôs, gerar dados para aperfeiçoar seus sistemas e ampliar o mercado consumidor.
Segundo a mídia estatal chinesa, já existem mais de 153 mil empresas de aluguel de robôs no país, que podem custar entre 3 e 3,5 mil yuans (R$ 2,3 mil a R$ 2,7 mil) por dia.
A empresa californiana 1X, planeja começar a enviar seu robô auxiliar doméstico NEO ainda este ano, com aluguel de US$ 499 (R$ 2.000) por mês por meio de assinatura, segundo a BBC.
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Analistas avaliam que o modelo de assinatura tende a ganhar espaço à medida que a tecnologia evolui e os custos diminuem.
A expectativa é que, assim como ocorreu com serviços de computação em nuvem e softwares por assinatura, empresas passem a contratar robôs conforme a necessidade, em vez de mantê-los como ativos permanentes.
Deu em O Globo

Descrição Jornalista
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