Trânsito 01/06/2026 17:22
Atenção: a nova exigência da CNH para motoristas de carro e moto a partir de junho

A partir de 8 de junho, candidatos que desejam obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) nas categorias A (motos) e B (carros) precisarão realizar exame toxicológico antes mesmo de iniciar as demais etapas do processo de habilitação.
A exigência foi definida pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), com base na Lei 15.153/2025 e na Resolução nº 1.020 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Até então, o exame era obrigatório apenas para motoristas profissionais das categorias C, D e E.
Com a mudança, o resultado do teste passa a ser requisito indispensável para dar continuidade ao processo. Sem a aprovação no exame, o candidato não conseguirá sequer agendar a avaliação médica exigida pelo Detran.
Outro ponto importante é que o resultado do exame toxicológico possui validade limitada.
Quem realizar o teste e demorar para avançar nas demais etapas da habilitação deve ficar atento ao prazo de três meses. Caso o documento expire antes da conclusão do processo, será necessário realizar uma nova coleta e pagar novamente pelo procedimento.
Apesar da comparação frequente, o exame toxicológico tem objetivo diferente do bafômetro.
Enquanto o bafômetro identifica a presença de álcool no organismo no momento da fiscalização, o exame toxicológico analisa o histórico de consumo de determinadas substâncias ao longo dos últimos meses.
O teste é capaz de detectar o uso recorrente de drogas como:
Por isso, mesmo que o candidato esteja totalmente sóbrio no dia da coleta, o resultado pode apontar consumo realizado semanas ou até meses antes.
Caso o exame apresente resultado positivo para alguma das substâncias analisadas, o processo de habilitação ficará bloqueado.
Nessa situação, o candidato somente poderá retomar o procedimento após apresentar um novo exame com resultado negativo.
Pessoas que utilizam medicamentos prescritos com substâncias derivadas de anfetaminas ou opioides devem informar essa condição ao laboratório no momento da coleta.
Alguns remédios podem interferir na análise e gerar resultados que exigem avaliação complementar. A apresentação da receita médica e da documentação do tratamento ajuda a evitar problemas durante a interpretação do exame.
A nova exigência faz parte das medidas adotadas para reforçar a segurança no trânsito e ampliar o controle sobre o uso de substâncias psicoativas entre futuros condutores.
Deu em Revista Fórum

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