Governo Trump nega influência de Flávio em decisão sobre PCC e CV - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Crime organizado 31/05/2026 04:41

Governo Trump nega influência de Flávio em decisão sobre PCC e CV

Governo Trump nega influência de Flávio em decisão sobre PCC e CV

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos para assuntos do Brasil, Amanda Roberson, afirmou nesta sexta-feira, 29, que a decisão do governo de Donald Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas não foi influenciada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Em entrevista à GloboNews, Roberson foi questionada sobre a atuação de Flávio, que se reuniu com Trump nesta semana e afirmou ter pedido formalmente a inclusão das facções na lista.

A representante americana respondeu que a decisão partiu exclusivamente da Casa Branca.

“A única pessoa que toma decisões pelos Estados Unidos é o presidente Trump e sua equipe, o secretário Marco Rubio”, disse.

Segundo a porta-voz, a medida integra a estratégia do governo americano voltada à segurança nacional e ao combate do narcoterrorismo.

Ela afirmou que PCC e Comando Vermelho estão entre 17 organizações monitoradas pelos EUA em diferentes países da região.

Roberson também rejeitou a possibilidade de interferência americana nas eleições brasileiras.

“O presidente do Brasil é decisão dos brasileiros”, disse.

A reação do governo Lula

O governo Lula criticou a ida do senador Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos nesta semana e afirmou que “a soberania nacional é inegociável”.

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro, diz a nota.

“O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional”.

A nota prossegue: “A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

Na sequência, é feita a crítica à ida de Flávio aos Estados Unidos, quando se encontrou com o presidente americano, Donald TrumpÉ deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país”.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista