Brasil registra 81 milhões de solteiros buscando conexões mais efetivas - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Comportamento 29/05/2026 08:08

Brasil registra 81 milhões de solteiros buscando conexões mais efetivas

Brasil registra 81 milhões de solteiros buscando conexões mais efetivas

A era da solidão chegou e, com ela, os relacionamentos com benefícios ganharam força, especialmente nos estados com maior concentração de solteiros em busca de conexões mais objetivas.

Segundo o IBGE, o Brasil já soma cerca de 81 milhões de solteiros*, número superior aos 63 milhões de casados.

O fenômeno não é exclusivo do país: de acordo com a Euromonitor International, os solteiros já superam os casados na América do Norte e na Europa, e esse grupo deve crescer mais de 20% no mundo até 2040.

Essa mudança de comportamento impulsiona novos formatos de relacionamento, como a hipergamia, um modelo baseado em acordos claros, autonomia e alinhamento de expectativas.

“Ao escolher um parceiro, não dá para pensar apenas no amor. Mulheres determinadas sabem o seu valor e não aceitam estar com alguém que não possa oferecer uma vida confortável”, destaca Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio.

Alguns estados concentram o maior volume de pessoas interessadas nesse estilo de conexão.

São Paulo lidera o ranking nacional, com mais de 5 milhões de perfis ativos no MeuPatrocínio, maior plataforma Sugar Daddy e Sugar Baby da América Latina, reflexo de uma população urbana que prioriza praticidade e experiências alinhadas ao seu estilo de vida.

O Rio de Janeiro aparece em seguida, com mais de 2 milhões de usuários: marcado por uma cultura ligada à estética e ao lazer de alto padrão, o estado registra um crescimento expressivo de pessoas que associam relacionamentos a estabilidade emocional, financeira e qualidade de vida.

Santa Catarina também chama atenção, com quase 1 milhão de usuários e um dos maiores índices de novos cadastros na plataforma, puxado por um público que busca relações menos burocráticas.

O avanço desse modelo está ligado ao desgaste das formas tradicionais de relacionamento.

A chamada “pandemia de frustrações amorosas” tem levado muitos brasileiros a evitarem vínculos marcados por cobranças excessivas, falta de diálogo e expectativas mal definidas.

“Essa geração tem mais consciência sobre saúde mental e responsabilidade emocional, optando por um modelo de relacionamento mais prático e descomplicado”, afirma Bittencourt.

“A hipergamia é um modelo com homens mais maduros, que não ficam com joguinhos e mentiras. Esses homens também já passaram por relações complicadas e agora buscam leveza e praticidade na companhia de mulheres incríveis.” finaliza o especialista.

*o número não leva em conta em viúvos, divorciados e pessoas em outros tipos de união conjugal.

Fonte: Assessoria

Ricardo Rosado de Holanda
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