Judiciário 15/05/2026 11:39
Juízes afirmam que corte nos penduricalhos pode acabar em “calote”

A Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (Anamages) apresentou embargos de declaração ao Supremo Tribunal Federal (STF) afirmando que as novas restrições impostas aos chamados “penduricalhos” do Judiciário podem transformar créditos retroativos de magistrados em “crédito ilusório”.
A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes no âmbito do julgamento do Tema 966 da repercussão geral, que estabeleceu limites nacionais para verbas indenizatórias e pagamentos acima do teto constitucional.
No documento, a entidade afirma que a decisão do Supremo criou lacunas sobre a forma de pagamento de passivos já reconhecidos administrativamente ou judicialmente. Segundo a associação, sem regras claras, tribunais podem impor parcelamentos tão baixos que sequer compensariam juros e correção monetária.
A Anamages sustenta que isso comprometeria o valor real das dívidas e poderia inviabilizar a quitação efetiva dos créditos reconhecidos.
“Parcelamentos em valores irrisórios, incapazes sequer de compensar a incidência de juros e atualização monetária”, afirma a entidade nos embargos.
A associação argumenta que o cenário criaria uma espécie de “inadimplemento estrutural pelo próprio Estado”.
Segundo a peça, o acórdão do STF reconhece determinados direitos remuneratórios, mas, ao mesmo tempo, permitiria a postergação indefinida dos pagamentos.
“Sem parâmetros mínimos de pagamento mensal, cria-se um sistema em que: o direito é reconhecido; o pagamento é autorizado; mas a quitação pode ser indefinidamente postergada”, diz o documento.
A entidade afirma ainda que a ausência de critérios objetivos abre espaço para que administrações locais imponham pagamentos insuficientes até para amortizar os encargos financeiros da dívida.
Outro ponto levantado pela associação envolve a possibilidade de verbas já reservadas para pagamentos retroativos acabarem devolvidas aos cofres públicos por falta de utilização dentro do exercício orçamentário.
Nos embargos, a Anamages também afirma existir “tratamento desigual injustificado” entre ministros do STF e magistrados de instâncias inferiores.
A entidade argumenta que integrantes da própria Suprema Corte receberam, ao longo dos anos, valores retroativos de carreiras anteriores no Ministério Público, magistratura e Advocacia-Geral da União, inclusive acima do teto constitucional, em razão da natureza indenizatória das verbas.
A associação pede que o Supremo esclareça que a suspensão dos pagamentos retroativos não alcance créditos já consolidados e reconhecidos, além de fixar critérios mínimos para impedir a perda do valor econômico das dívidas.

Descrição Jornalista
No Supremo, uma troca que pode acelerar o caso Master
29/06/2026 13:04
Geração Z troca happy hour no escritório por segurança financeira
29/06/2026 12:49
Pix, etanol e pirataria: O que motiva novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
02/06/2026 07:35 287 visualizações
TSE divulga divisão do fundo eleitoral, e PL e PT receberão maiores fatias. Veja lista completa
04/06/2026 08:21 234 visualizações
Alcione se pronuncia sobre falha em execução do Hino Nacional: ‘Estão acabando comigo’
04/06/2026 09:08 231 visualizações
Você não está vivendo, só sobrevivendo? 6 sinais de que você só está ‘aguentando’ os dias
03/06/2026 09:13 229 visualizações
Governo do RN lança ‘Selo Azul Ambiental’ e inaugura auditório no Parque Estadual Mata da Pipa
03/06/2026 05:00 227 visualizações
Freedom Ship: empresa apresenta a primeira megacidade flutuante do mundo, com 1,6 km
03/06/2026 08:38 221 visualizações
PoderData: 52% de quem conhece Janja desaprova sua participação no governo
05/06/2026 13:10 211 visualizações
Fadiga eleitoral desafia Lula, 80, terceiro governante há mais tempo no poder no Brasil
07/06/2026 10:34 193 visualizações
Delação de Vorcaro revelou novo contrato milionário com Viviane Barci
03/06/2026 17:59 190 visualizações