Botafogo passa vergonha história na altitude e é goleado pelo Cienciano na Sul-americana - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Futebol 14/08/2026 04:58

Botafogo passa vergonha história na altitude e é goleado pelo Cienciano na Sul-americana

Botafogo passa vergonha história na altitude e é goleado pelo Cienciano na Sul-americana

Num dos maiores vexames da história do clube, o Botafogo passou vergonha, foi goleado pelo Cienciano por 6 a 1 na altitude de 3.360m de Cusco nesta quinta-feira (13/8) e ficou em situação praticamente irreversível nas oitavas de final da Copa Sul-Americana.

O Glorioso tomou quatro gols apenas no primeiro tempo, sendo um deles de mão.

Dono da melhor campanha da fase de grupos, o Botafogo precisará de uma goleada por seis gols de diferença na quinta-feira que vem (20), no Estádio Nilton Santos, para atingir a fase de quartas de final – ou vencer por cinco e levar a disputa para os pênalti

Uma situação praticamente irreversível na única competição que o clube ainda tinha chances de conquistar em 2026.

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O vexame

O técnico Franclim Carvalho optou por um time misto, com jogadores que não vinham atuando como Mateo Ponte, Marçal e Kadir. A estratégia era tentar ficar com a bola, mas ela esteve longe de dar certa.

O Cienciano foi ocupando o campo ofensivo e conseguiu sair na frente aos 17 minutos: Hohberg cruzou da direita e Succar, entre os zagueiros, cabeceou no canto, fazendo 1 a 0.

Na saída de bola, o Botafogo fez uma falta na intermediária. Na cobrança, a bola viajou para o lado esquerdo, foi para a área, Amondarain ajeitou e Bandiera, com o braço, fez o segundo.

O jogo ficou paralisado por mais de seis minutos, com o confuso e péssimo árbitro Augusto Aragón esperando… Ele foi chamado pelo VAR e, mesmo revendo o lance no monitor, validou o gol com a mão. Um roubo descarado.

O gol de mão do Cienciano mudou ainda mais o jogo, no caso, para o Botafogo, para pior. Aos 29 minutos, o time da casa fez o terceiro: Warleson saiu catando borboleta e Succar, todo errado, conseguiu pegar a sobra e fazer 3 a 0.

Cinco minutos depois, Martinich soltou um pombo sem asa de muito longe e acertou o ângulo: 4 a 0. Um primeiro tempo bisonho, tenobroso, vergonhoso, para ser esquecido.

Logo no começo do segundo tempo, o Botafogo deu um sopro de esperança de que poderia reagir. Matheus Martins sofreu falta, ele mesmo bateu e marcou um golaço, diminuindo para 4 a 1, aos três minutos. Arthur Cabral, aos 12, arrancou pelo meio e quase marcou, finalizando rasteiro rente à trave. Mas ficou nisso. Aos 16, Hohberg deu o passe certeiro e Bandiera, em posição legal, marcou o quinto.

Franclim esgotou todas as substituições com 18 minutos da etapa final, tentando dar um fôlego novo. Mas o problema, pelo menos visto de fora, não estava no físico, mas sim na organização. O Botafogo voltou a se bagunçar e acabou levando o sexto gol. No contra-ataque, Succar cabeceou e fechou a conta em 6 a 1.

Nos acréscimos, Edenílson chegou a diminuir para o Alvinegro, mas ele estava em impedimento e o gol foi anulado.

Próximos jogos do Botafogo

O jogo de volta contra o Cienciano será na próxima quinta-feira (20/8), às 21h30, no Estádio Nilton Santos.

A delegação alvinegra dorme em Lima e nesta sexta viaja para Salvador, onde no domingo (16) visita o Vitória, no Barradão, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


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