FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Comportamento 02/03/2026 17:17

Grupo terrorista Talibã libera que homens espanquem suas esposas

Grupo terrorista Talibã libera que homens espanquem suas esposas

As autoridades do grupo terrorista Talibã no Afeganistão emitiram um “decreto draconiano” que torna a sodomia punível com a morte e permite que os homens espanquem suas esposas, desde que não quebrem ossos ou deixem feridas visíveis e duradouras.

Ativistas dos direitos humanos denunciaram a medida como “devastadora” e alertaram que o recurso das mulheres à Justiça seria ainda mais reduzido.

“Os homens têm o direito de governar completamente as mulheres”, disse a ativista de direitos Mahbouba Seraj à CNN Internacional de Cabul. “A palavra dele é a palavra da lei — e pronto”.

O decreto foi emitido no mês passado, mas só recentemente chamou a atenção internacional depois de ter sido vazado para o grupo de direitos afegão Rawadari, que o publicou no pashto original. A Afghanistan Analysts Network traduziu então o documento para o inglês.

As punições que ele detalha já eram generalizadas no Afeganistão, mas esta é a primeira vez que foram tão claramente codificadas desde que os Estados Unidos e seus aliados se retiraram do país em agosto de 2021, permitindo que o grupo terrorista Talibã voltasse ao poder.

O grupo terrorista Talibã insiste que todas as suas decisões estão de acordo com a lei islâmica Sharia e têm legitimidade religiosa.

“Se um marido espancar sua esposa tão severamente que resulte em um osso quebrado, ou uma ferida aberta, ou uma mancha roxa aparecer em seu corpo, e a esposa apelar a um juiz, então o marido será considerado um infrator”, diz o código, de acordo com a tradução da Afghanistan Analysts Network. “Um juiz deve condená-lo a 15 dias de prisão”.

A punição para o abuso de animais é mais severa. O decreto diz que qualquer pessoa que force animais como cães ou galos a lutar deve ser condenada a cinco meses de prisão.

O decreto também permite que um pai castigue seu filho por, entre outras coisas, não rezar.

A punição para um professor que espanca tão severamente um aluno a ponto de quebrar um osso é ser removido de seu cargo.

Dado que as mulheres no Afeganistão estão proibidas de sair de casa sem um guardião masculino, ativistas dizem que a nova lei impedirá as mulheres de procurar justiça mesmo em casos de violência física grave.

A Lei Sharia do Afeganistão também dita que o testemunho de uma mulher vale metade do de um homem.

O Unicef estima que mais de dois milhões de meninas e mulheres foram excluídas da educação devido à proibição do grupo terrorista Talibã de frequentar a escola secundária e a universidade.

O principal funcionário de direitos humanos da ONU (Organização das Nações Unidas), Volker Türk, disse ao Conselho de Direitos Humanos em Genebra na quinta-feira (5) que o decreto estava “legitimando a violência contra mulheres e crianças” e alertou que “o Afeganistão é um cemitério para os direitos humanos”.

“As mulheres e meninas do Afeganistão enfrentam discriminação e opressão extremas baseadas no gênero, o que equivale a perseguição”, disse Türk. “O sistema de segregação lembra o apartheid, baseado no gênero em vez da raça”.

O decreto também reprime a dissidência. Qualquer pessoa que insulte o líder do grupo terrorista Talibã, Hibatullah Akhundzada, deve receber 39 chicotadas e um ano de prisão, enquanto qualquer pessoa que “humilhe altos funcionários” está sujeita a seis meses de prisão e 20 chicotadas.

O Rawadari, grupo ativista que primeiro circulou o decreto, disse que ele era “incompatível até mesmo com os padrões mais básicos de um julgamento justo, incluindo o princípio da igualdade perante a lei”.

A pena de morte também é sancionada para uma ampla gama de crimes.

Um juiz ou imã pode condenar à morte qualquer pessoa que espalhe doutrinas “contrárias ao Islã” e qualquer pessoa que se envolva “persistentemente” em roubo, homossexualidade, heresia, feitiçaria ou qualquer outra coisa que não seja sexo vaginal.

Ativistas dizem que a forma como a doutrina define um “muçulmano” deixa uma ampla margem para as autoridades punirem minorias religiosas no que é um país diverso.

“Não consigo descrever o número de ligações que recebo de mulheres desesperadas em todo o Afeganistão”, disse Seraj, a ativista dos direitos das mulheres, à CNN Internacional.

“Quando você tem esse tipo de lei sendo implementada e o marido pode decidir sobre tudo, então esqueça. Pelo menos antes havia um medo dos tribunais, dos juízes. As mulheres reclamavam. Agora, o quê?”.

Deu em R7
Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista