Cultura 02/03/2026 20:39
Teia Potiguar 2026 define delegação para etapa nacional

Diversidade cultural, participação social e construção coletiva marcaram os dois dias da 4ª edição da Teia do Rio Grande do Norte, realizada no Centro de Tecnologia e Cultura Luzia Vieira de França (CTC), do IFRN, em Natal.
O encontro, que também sediou o IV Fórum Potiguar dos Pontos de Cultura, consolidou a preparação do estado para a 6ª Teia Nacional – Pontos de Cultura pela Justiça Climática, que acontecerá em março, em Aracruz (ES).
Ao final da programação, foram eleitos os novos integrantes da Comissão Estadual dos Pontos de Cultura, além do representante estadual para a Comissão Nacional e os delegados e delegadas que representarão o Rio Grande do Norte na etapa nacional.
O processo eleitoral ocorreu durante a plenária final, um dos momentos mais aguardados, consolidando um dos principais objetivos da Teia: renovar as instâncias de representação da sociedade civil e fortalecer a articulação estadual da rede.
A definição dos nomes fortalece a gestão compartilhada da Política Nacional Cultura Viva (PNCV) e assegura que as pautas dos territórios potiguares estejam presentes no debate nacional.
A nova Comissão Estadual dos Pontos de Cultura é composta por dez membros titulares e 11 suplentes, com representantes de municípios como Mossoró, Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, Santa Cruz, São Gonçalo do Amarante, Currais Novos, João Câmara, Messias Targino e Santo Antônio. A composição reafirma a pluralidade territorial e cultural da rede potiguar.
Já a delegação que representará o RN na 6ª Teia Nacional tem ao todo 30 delegadas e delegados oriundos de 12 municípios do estado, refletindo a diversidade de gênero, raça, etnia, geração, identidade de gênero e inclusão de pessoas com deficiência.
A delegação conta com mulheres e homens negros, representantes indígenas, transgêneros, pessoa não binária, jovens, pessoas idosas e pessoas com Deficiência (PcD) , evidenciando o caráter plural da Cultura Viva no RN.
Confira a lista completa dos eleitos: https://drive.google.com/file/d/1RsSDy_mXOok6r6J7pH3z-jiHJx1wleQJ/view?usp=sharing
Para Teotônio Roque, delegado nato e uma das lideranças históricas da rede no estado, a retomada da Teia tem significado simbólico e estratégico.
“Realizar a Teia após 12 anos é mais do que organizar um evento. É reafirmar que a Cultura Viva continua pulsando nos territórios e que a sociedade civil segue protagonista na construção das políticas públicas. O desafio agora é transformar essa mobilização em rede funcional, fortalecida e permanente”, declarou.
Avanços na regulamentação da Lei Estadual
Entre os principais encaminhamentos do encontro está o avanço no debate sobre a regulamentação da Lei Estadual Cultura Viva (Lei nº 11.227/2022).
A minuta do decreto foi elaborada pela Comissão Estadual e entregue à Secretaria de Estado da Cultura do RN (Secult/RN), abrindo caminho para a consolidação de instrumentos legais que garantam segurança jurídica, simplificação administrativa e mecanismos adequados de fomento aos Pontos de Cultura.
A regulamentação foi apontada como prioridade estratégica da rede estadual, considerada fundamental para transformar a política em ação estruturante nos territórios.
Presença institucional reforça pacto federativo
A programação contou com a presença da governadora Fátima Bezerra, que reafirmou o compromisso do Governo do Estado com as políticas culturais e destacou o papel estruturante da política cultural “A Cultura Viva é uma política pública que toca no meu coração de professora.
Ela parte da ideia de que a cultura não deve vir de cima para baixo, mas de onde ela pulsa, vive, sonha e luta”, afirmou.
Representando o Ministério da Cultura, a coordenadora de Planejamento e Sistema da Cultura Viva, Carolina Freitas, ressaltou a importância das Teias estaduais no fortalecimento do pacto federativo, reunindo União, estados e municípios em diálogo com a sociedade civil.
“É um processo complexo, porque é a sociedade civil organizando junto com estados e municípios. No Rio Grande do Norte, são cerca de 280 Pontos de Cultura, o que demonstra a força dessa rede e o desafio permanente de articulação”, explicou.
Já a secretária estadual de Cultura, Mary Land Brito, enfatizou a união entre poder público e sociedade civil como elemento central da política. “Ser Ponto de Cultura é estar dentro dessa construção coletiva, pensando numa sociedade melhor. O Rio Grande do Norte tem pontos nos mais diversos formatos e linguagens. Não se faz nada sozinho”, afirmou.
Enquanto o integrante da Comissão Nacional dos Pontos de Cultura, Eduardo Lima, destacou a necessidade de manter a efervescência da Cultura Viva nos territórios e formar novas lideranças. “Manter a efervescência da Cultura Viva é potencializar ações de base comunitária que transformam vidas”, disse.
Debates estratégicos e construção coletiva
A diversidade cultural foi uma das marcas da Teia, com a presença de grupos quilombolas, indígenas, coletivos urbanos, Pontos de Cultura ligados ao teatro, dança, comunicação, rádio comunitária, memória, cultura popular e audiovisual.
Os participantes se dividiram em Grupos de Trabalho para discutir propostas relacionadas ao Plano Nacional de Cultura Viva para os próximos dez anos, governança da política pública, sustentabilidade da criação artística e justiça climática.
As discussões reforçaram o papel da Cultura Viva como política de base comunitária, construída de forma horizontal e com participação direta da sociedade civil. A Teia também simbolizou a retomada do ciclo nacional de encontros, relembrando a última edição da Teia Nacional realizada em 2014, em Natal.
Durante dois dias intensos de programação, o evento reuniu representantes de diferentes regiões do estado em uma agenda que combinou apresentações culturais, feira de economia solidária, visitação ao Museu do Brinquedo Popular, debates estratégicos e deliberações fundamentais para o fortalecimento da Política Nacional Cultura Viva (PNCV).
Cultura e identidade em cena
A programação cultural deu o tom da potência artística do encontro, além das deliberações políticas, a Teia foi marcada por apresentações que expressaram a diversidade dos Pontos de Cultura do estado.
Subiram ao palco da 4ª edição da Teia do Rio Grande do Norte o Pau Furado de Mulheres Quilombolas de Macaíba, a Companhia Gira Dança, Carlos Zens e Choro do Caçuá, Fuxico de Feira, a Cia de Teatro Trotamundos com os palhaços Suvaco e Axila, o Boi de Reis Avança Bom Pastor, a bateria da escola de samba Balanço do Morro, além do Toré da Aldeia Lagoa de Tapará, Trio Caninana e Folia de Rua Potiguar.
Durante os dois dias, o público também pôde visitar a Feira de Economia Solidária e Criativa reunindo artesãos do PROARTE/RN, o Museu do Brinquedo Popular, ampliando a experiência cultural do evento e a exposição “Rabecas e Bailados – O som encantado de Felipe Camarão”, apresentada pelo Ponto de Cultura Conexão Felipe Camarão que reúne cerca de 15 rabecas confeccionadas pelo Mestre Eloi, instrumento emblemático da cultura popular nordestina.
Mais do que um reencontro, a 4ª Teia RN consolidou-se como um marco político e cultural no estado, reafirmando o compromisso com a gestão compartilhada, a participação social e o fortalecimento da Cultura Viva. Com a delegação definida e a rede reorganizada, o Rio Grande do Norte segue agora para a etapa nacional levando a diversidade e a potência de seus territórios culturais.
Fonte e foto: Assessoria

Descrição Jornalista
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