Mulheres 19/10/2026 18:00
Viajar sozinha preocupa 43% das brasileiras, aponta estudo

A preocupação com a segurança também ajuda a explicar a importância que essas viajantes atribuem ao acesso à internet. No Brasil, 91% das mulheres consideram a conexão móvel essencial para se manterem seguras durante uma viagem ao exterior. Entre pessoas LGBTQIA+, o percentual é de 89%. Considerando todos os viajantes brasileiros entrevistados, o índice chega a 90%.
A pesquisa, intitulada “Safe When Travel”, investigou como a conectividade influencia a percepção de segurança e a autonomia de viajantes internacionais. No Brasil, foram ouvidas 502 pessoas que haviam viajado para outros países nos dois anos anteriores ao levantamento.
Os resultados mostram que a possibilidade de acessar mapas, consultar informações sobre regiões desconhecidas, utilizar aplicativos de transporte e compartilhar a localização em tempo real está relacionada à sensação de segurança durante os deslocamentos.
A internet também pode fazer diferença em situações inesperadas, como mudanças de itinerário, dificuldades de comunicação em outro idioma ou necessidade de encontrar alternativas de transporte.
A importância da conectividade aparece também nos níveis de ansiedade relatados pelos entrevistados quando ficam sem acesso à internet.
Em uma escala de 1 a 10, a média entre os brasileiros chega a 8,2. Entre as mulheres, o índice sobe para 8,7, enquanto entre viajantes LGBTQIA+ alcança 8,4.
Os números indicam que a ausência de conexão é percebida de maneira diferente pelos grupos pesquisados, com níveis mais elevados de ansiedade entre mulheres e pessoas LGBTQIA+.
A percepção de vulnerabilidade também varia conforme as características individuais e as circunstâncias da viagem. Entre pessoas LGBTQIA+, fatores como gênero, raça ou etnia, aparência física e orientação sexual aparecem entre os elementos que influenciam a avaliação da própria segurança.
Além dessas características, determinadas situações durante a viagem despertam preocupação entre os brasileiros. Explorar áreas pouco turísticas ou desconhecidas, sair à noite e caminhar depois de escurecer estão entre os fatores apontados pelo estudo.
A conectividade também está relacionada à disposição dos viajantes para conhecer lugares fora dos circuitos turísticos tradicionais.
Segundo a pesquisa, 90% das brasileiras afirmam que uma conexão estável proporciona maior sensação de liberdade para explorar destinos. Entre pessoas LGBTQIA+, o percentual é de 89%, enquanto a média geral dos brasileiros chega a 90%.
O acesso à internet permite pesquisar informações sobre bairros, verificar trajetos, encontrar estabelecimentos e consultar serviços disponíveis nas proximidades. Ferramentas de tradução também ajudam a reduzir dificuldades de comunicação em países onde o viajante não domina o idioma.
Outro resultado do levantamento mostra que a disponibilidade de conexão pode influenciar diretamente a escolha dos destinos.
Entre as mulheres brasileiras, 78% afirmam que ter uma conexão estável garantida aumenta a probabilidade de visitar lugares que normalmente evitariam por questões relacionadas à segurança.
Já entre os viajantes LGBTQIA+ o percentual chega a 80%. Considerando todos os brasileiros entrevistados, o índice é de 81%.
Os dados sugerem que a possibilidade de permanecer conectado contribui para ampliar as opções de viagem, embora não elimine riscos associados a determinados destinos ou situações.
Para Elyce Bershin, responsável global por relações públicas da Airalo, a conectividade passou a desempenhar um papel que vai além da conveniência durante os deslocamentos internacionais.
“Viajar significa explorar novos lugares, mas também lidar com situações que nem sempre podem ser previstas. Para mulheres e viajantes LGBTQIA+, fatores como viajar sozinhos, estar em ambientes desconhecidos ou circular à noite podem influenciar a percepção de segurança”, afirma.
Segundo a executiva, o acesso à internet pode oferecer uma ferramenta adicional para lidar com situações inesperadas.
“A conectividade pode oferecer uma camada adicional de autonomia, permitindo acessar informações, compartilhar a localização e tomar decisões em tempo real. Os dados mostram que, para muitos viajantes, estar conectado não é apenas uma questão de conveniência, mas uma ferramenta que pode ajudar a navegar situações inesperadas com mais confiança”, acrescenta.
Embora o estudo destaque a importância da internet, a conexão móvel não substitui outros cuidados necessários durante viagens internacionais, como pesquisar as condições de segurança do destino, conhecer os meios de transporte disponíveis e verificar orientações locais.
O estudo “Safe When Travel” foi encomendado pela Airalo, empresa especializada em eSIMs para viajantes, e conduzido pela YouGov em nove países: Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Canadá, Reino Unido, Itália, França, Austrália e México.
No Brasil, a pesquisa ouviu 502 pessoas que haviam realizado viagens internacionais nos dois anos anteriores. As entrevistas foram feitas online entre 5 e 24 de agosto de 2026, com amostra representativa por gênero, idade e região.
Deu em Catraca Livre

Descrição Jornalista
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