Trump diz que Brasil é “centro de distribuição global de cocaína” - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Drogas 16/09/2026 16:29

Trump diz que Brasil é “centro de distribuição global de cocaína”

Trump diz que Brasil é “centro de distribuição global de cocaína”

O governo Donald Trump acusou o Brasil de ter “falhado em confrontar” o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o Comando Vermelho, duas das maiores organizações criminosas da América Latina.

Segundo Washington, essas facções expandiram sua influência para além das fronteiras brasileiras e transformaram o país em um polo estratégico para o fluxo global de cocaína, com impacto direto nos Estados Unidos e na Europa.

Informações da Folha de S.Paulo.

A acusação foi formalizada em um relatório anual da Casa Branca ao Congresso americano, exigido por lei.

Esse documento identifica países envolvidos na produção, trânsito ou consumo de drogas ilícitas e avalia seus esforços de cooperação internacional. Trata-se de um instrumento político e diplomático que orienta a política externa dos EUA e pode influenciar sanções, acordos e parcerias.

Curiosamente, o Brasil não aparece na lista oficial de grandes produtores de drogas nem na categoria de países que falharam em suas obrigações antidrogas.

Ainda assim, recebeu uma reprimenda nominal e direta, o que mostra uma mudança de tom e uma pressão política específica. Isso sugere que, para Washington, a questão não é apenas sobre produção ou rotas, mas sobre a força e a internacionalização das facções brasileiras.

“O Governo do Brasil falhou em confrontar as organizações terroristas estrangeiras designadas como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que transformaram o Brasil em um centro de distribuição global de cocaína”.

Em maio de 2026, o secretário de Estado Marco Rubio elevou o nível da crítica ao classificar o PCC e o Comando Vermelho como “Specially Designated Global Terrorists” (SDGT).

Essa designação coloca as facções no mesmo patamar de grupos como Hezbollah ou Al-Qaeda, permitindo congelamento de ativos, restrições financeiras e maior cooperação internacional contra suas operações. A justificativa foi que essas organizações representam risco significativo de atos de terrorismo contra cidadãos e interesses dos EUA.

No relatório anterior, de 2025, o Brasil sequer havia sido mencionado. As críticas estavam concentradas em países como México, China, Colômbia e Venezuela, considerados mais diretamente ligados ao tráfico internacional.

A inclusão do Brasil em 2026, mesmo sem estar nas listas formais, sinaliza uma mudança de percepção estratégica dos EUA sobre o papel das facções brasileiras no crime organizado global.

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista