Política 27/10/2025 11:42
“Tivemos uma boa reunião. Vamos ver o que acontece. Não sei se algo vai acontecer, mas vamos ver “, diz Trump sobre conversa com Lula

ENVIADO ESPECIAL A KUALA LUMPUR –
Em voo para o Japão, o presidente americano Donald Trump comentou nesta segunda-feira, dia 27, a reunião com Luiz Inácio Lula da Silva e deixou em aberto a possibilidade de atender ao pedido do presidente brasileiro para rever o tarifaço.
“Tivemos uma boa reunião. Vamos ver o que acontece. Não sei se algo vai acontecer, mas vamos ver. Eles gostariam de fechar um acordo. Vamos ver, agora eles estão pagando acho que 50% de tarifa. Mas tivemos uma ótima reunião”, disse Trump a jornalistas a bordo da aeronave presidencial, o Air Force One.
Este foi o primeiro relato de Trump sobre o encontro, na véspera, com o presidente brasileiro
Mais cedo, Lula disse que “logo logo” não haveria mais problemas entre Brasil e EUA. O brasileiro pediu uma pausa no tarifaço para abertura de uma negociação estruturada, mas Trump não atendeu de imediato.
Uma nova rodada de negociações será feita, provavelmente, na próxima semana, com viagem de ministros brasileiros a Washington.
Trump também relatou ter ficado impressionado com Lula. Como o Estadão revelou, ele quis saber da trajetória de vida política do petista e até perguntou sobre os 580 dias que ele passou preso, acusado de corrupção na Operação Lava Jato, para depois voltar ao poder.
“Quero desejar feliz aniversário ao presidente. Hoje é o aniversário dele. Ele é um cara muito vigoroso, na verdade, e foi muito impressionante”, afirmou Trump.
O ministro Mauro Vieira disse nesta segunda-feira, dia 27, que o governo americano concordou com uma cronograma de negociações com o Brasil para chegar a um acordo sobre o tarifaço contra o Brasil, nas próximas semanas.
As reuniões na Malásia não foram suficientes para suspensão das tarifas impostas pelos EUA, como pedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Donald Trump.
Vieira comentou a reunião de negociação realizada nesta manhã, no horário local da Malásia, a mando de Trump e Lula. Segundo ele, os dois países concordaram com um cronograma de negociação. O Brasil quer acelerar e mandar uma equipe a Washington na semana que vem, a depender da agenda dos americanos.
O ministro não anunciou a suspensão das tarifas temporariamente durante esse tempo, como requisitou Lula ao presidente americano.
Eles deixaram o hotel do presidente Lula por volta das 8h da manhã. Do lado brasileiro, participaram o ministro Vieira, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa, do MDIC, e o embaixador Audo Faleiro, assessor-chefe adjunto da Assessoria Especial da Presidência.
“Deveremos ter um acordo nas próximas semanas”, disse Elias Rosa. “Os aspectos políticos já não estão mais na mesa, aquilo que nunca poderia ter estado mesmo. Hoje fazemos a discussão de uma acordo comercial e não de outra natureza. O Brasil vai enviar uma equipe de alto nível a Washington, segundo o governo brasileiro.
Pelo lado americano, houve a presença do representante comercial Jamieson Greer, e do secretário de Tesouro, Scott Bessent. A reunião ocorreu no hotel The Ritz Carlton, local de hospedagem da delegação de Trump.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira, dia 27, que em breve não haverá mais problemas entre EUA e Brasil. Lula ainda não conseguiu convencer Trump a pausar o tarifaço sobre as exportações brasileiras, o que deve seguir para um período de negociação mais longo.
“Tive uma boa impressão de que logo logo não haverá problema entre Estados Unidos e Brasil”, disse Lula. “Estou convencido de que em poucos dias teremos uma solução definitiva entre EUA e Brasil”.
Lula também colocou pressão sobre as equipes de negociação e disse que “se intermediários nossos falharem, sabem onde a corda vai doer”.
O petista afirmou que “nas equipes tem gente que gostaria de fazer acordo e gente que não gostaria” e afirmou ter pedido a Trump para colocar como emissário negociador alguém que “gostasse” do Brasil.
Ele demonstrou preocupação com “má vontade” do lado americano, e disse que as diferenças ideológicas não devem impedir um entendimento. Ele chegou a afirmar que reconhece que o presidente um país tem direito de taxar produtos importados, caso causem prejuízos à indústria local, mas que no caso brasileiro as medidas foram com base em dados equivocados.
“Foi surpreendentemente boa a reunião que tive com Trump. A pessoa mais entusiasmada era o presidente Trump”, afirmou o presidente. “Vocês sabem que se depender do Trump e de mim vai ter acordo”, disse Lula aos negociadores. “Se alguém disser não às coisas que escrevemos, não será da parte dele e nem de minha parte.”
Lula pediu que uma negociação justa comece do “patamar zero” e que está disposto a viajar aos EUA. Trump manifestou também interesse em visitar o Brasil. O petista disse que ele deveria ir à COP-30, em Belém (PA), nos próximos dias, mesmo que para dizer que não acredita na emergência climática.
Deu em Estadão
Descrição Jornalista
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