25/07/2019 08:49
Tik Tok, a nova rede social chinesa que está encantando os jovens
A juventude tem pressa, e o som dos ponteiros de um relógio não poderia soar mais apropriado para o nome de uma rede social que mira nesse público. Tik Tok , o nosso tic-tac em inglês, é a alcunha de uma das mais recentes febres digitais.

A juventude tem pressa, e o som dos ponteiros de um relógio não poderia soar mais apropriado para o nome de uma rede social que mira nesse público. Tik Tok , o nosso tic-tac em inglês, é a alcunha de uma das mais recentes febres digitais.
Nascido na China, onde o Instagram e o Facebook são proibidos, o app é pautado no compartilhamento de vídeos curtos, numa lógica parecida com a dos Stories, mas sem que saiam do ar.
O mote é o entretenimento fácil e imediato. Faz sucesso ali a oferta de gravações engraçadas, com jovens dublando memes e músicas ou executando truques de edição, que se enfileiraram numa sequência infindável.
Tal fórmula foi suficiente para fazer da aplicação a quarta mais baixada no mundo no ano passado, ficando, inclusive, à frente do Instagram. No Brasil, as primeiras estrelas nativas da plataforma começam a despontar. Uma delas é Bruno Carvente, do perfil @iBugou , especializado em truques de edição de vídeo. Ele chega a gastar três dias para produzir cada clipe de aproximadamente 15 segundos, num esforço que, até o momento, lhe rendeu 2,4 milhões de seguidores.
“A galera ‘pirou’ com uma produção em que tiro o sol do céu e o coloco em outro lugar, como se estivesse trocando uma lâmpada”, descreve.
Bruno é paulistano, tem 28 anos e se aprofundou em efeitos especiais num intercâmbio em Nova York, em meio à faculdade de Sistemas de Informação. Escolheu o Tik Tok para escoar a sua criatividade por ser mais fácil de usar e ter um canal de comunicação melhor com os administradores do programa.
Se você já passou dos 30 anos, são altas as chances de desconhecer o app. E é aí que mora parte de seu sucesso. Segundo o professor de redes sociais da ESPM no Rio, Willian Rocha, muitos jovens têm migrado para o aplicativo em busca de privacidade, já que as outras redes estão cheias de familiares.
“É um lugar onde o público com idades entre 13 e 25 anos pode montar o seu ‘clubinho legal’”, diz. Outro motivo para essa adesão é o excesso de publicidade na concorrência, algo que ainda não acometeu o Tik Tok.
Deu em O Globo

Descrição Jornalista
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