Receita Federal 26/10/2025 12:42
Se você está sonegando, pare! Novo sistema da Receita Federal vai pegar todo mundo, diz especialista

A Receita Federal está desenvolvendo um novo sistema de arrecadação que promete revolucionar a forma como o Brasil cobra e fiscaliza tributos.
O projeto, baseado em inteligência artificial e automação em larga escala, deve praticamente eliminar a sonegação fiscal no país até o fim da próxima década.
A informação foi originalmente apresentada por Raul Sena, especialista em investimentos, em vídeo publicado em seu canal do YouTube Investidor Sardinha.
Segundo ele, a plataforma representa “um avanço sem precedentes na história da administração tributária brasileira”, com capacidade de cruzar automaticamente dados de pagamento e emissão de notas fiscais.
De acordo com matéria citada por Sena e publicada pelo portal G1, o novo sistema da Receita será 150 vezes maior que o Pix, em volume de dados processados.
A comparação se justifica porque, enquanto o Pix movimenta informações sobre remetente, destinatário e valor, o novo modelo também incluirá detalhes sobre o produto, o serviço, o comprador e o vendedor.
Conforme explicou o especialista, o objetivo da Receita Federal é centralizar e automatizar todo o recolhimento de tributos sobre o consumo — o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).
Essas duas cobranças substituirão gradualmente os atuais PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
“O sistema vai processar cerca de 70 bilhões de documentos por ano, o que equivale ao total de notas fiscais eletrônicas emitidas no país”, destacou Sena.
Ele ainda comentou que o avanço da inteligência artificial tornou “quase impossível esconder transações financeiras”, e que o governo federal só não implementou antes medidas mais rígidas por motivos políticos e de impopularidade.
O especialista explicou que, na prática, o sistema vai impedir a prática comum de vendas “sem nota”.
“Quando o consumidor pagar por um produto ou serviço, a plataforma vai cruzar instantaneamente o valor pago com o valor informado na nota fiscal. Se houver divergência, o sistema notificará a Receita Federal”, afirmou.
Ainda segundo Raul Sena, o processo será automático e independerá de denúncia.
“Não vai existir mais o ‘me enganei na hora de declarar’. A Receita saberá quanto entrou no caixa e quanto foi declarado. Se houver diferença, ela detecta sozinha”, completou.
Ou seja, os tributos serão repassados em tempo real para os cofres da União, estados e municípios. “O dinheiro dos impostos nem vai passar mais pelo caixa da empresa”, disse Sena.
Raul Sena destacou que o impacto será profundo especialmente entre pequenos comerciantes e autônomos, onde a informalidade ainda é alta.
“Hoje, muitos estabelecimentos sequer emitem nota. Postos de gasolina, mercadinhos de bairro e até taxistas raramente fornecem comprovantes fiscais”, observou.
Segundo ele, o cruzamento automático de dados deve eliminar boa parte da sonegação nesse segmento.
“Quando o pagamento for feito via Pix, cartão ou transferência bancária, o sistema já vai separar os impostos devidos e repassar na hora. A única forma de escapar seria pagar tudo em dinheiro vivo — algo cada vez mais raro”, comentou.
O especialista lembrou que a plataforma está em fase piloto com cerca de 500 empresas e deve entrar em funcionamento pleno a partir de 2027, após um período de testes iniciado em 2026.
De acordo com Sena, o novo sistema fará parte da transição tributária prevista entre 2026 e 2033, quando os atuais tributos sobre consumo serão gradualmente substituídos.
A expectativa é de que a arrecadação aumente significativamente, podendo render entre R$ 400 bilhões e R$ 500 bilhões adicionais por ano ao governo federal, conforme estimativas de especialistas citadas por ele.
“O Brasil arrecadará mais, mas o ideal seria que, com o fim da sonegação, o governo reduzisse as alíquotas. No entanto, eu pessoalmente duvido que isso aconteça”, afirmou o comentarista.
Conforme explicou Raul Sena, o novo sistema vai transformar o trabalho dos contadores no país.
Em vez de buscar brechas fiscais, a função passará a ser voltada para eficiência e planejamento financeiro.
“Boa parte do trabalho de preenchimento de notas e declarações será automatizado. O contador finalmente poderá exercer um papel estratégico”, avaliou.
Ele acrescentou que as empresas precisarão investir em tecnologia e integração de dados, já que “não caberão mais planilhas e operações manuais”.
As companhias que dependem de brechas fiscais para manter a rentabilidade poderão enfrentar dificuldades. “Tem empresa que só sobrevive porque sonega. Esse tipo vai quebrar”, alertou.
Além de combater a sonegação, o sistema trará ganhos de eficiência.
Sena mencionou que o modelo permitirá o ressarcimento de créditos tributários em tempo real, o que evitará a cobrança duplicada em diferentes etapas da cadeia produtiva.
“Hoje, o mesmo produto pode ser tributado várias vezes antes de chegar ao consumidor. Com o novo sistema, essa distorção acaba. A empresa paga apenas sobre o valor que realmente agrega”, explicou.
Segundo ele, isso colocará o Brasil mais próximo dos padrões tributários de países desenvolvidos, tornando o ambiente de negócios mais previsível e menos burocrático.
Raul Sena também afirmou que, com o avanço da automação fiscal, o contribuinte pessoa física pode deixar de preencher manualmente sua declaração de imposto de renda.
“A Receita já terá todas as informações. O cidadão só precisará corrigir algo se discordar do valor apurado”, disse.
Ele ainda comentou que o sistema tende a eliminar a necessidade de declarações separadas de investimento, como ações e fundos.
“Tudo será registrado automaticamente. A era da sonegação fiscal está chegando ao fim”, completou.
Para o criador do canal Investidor Sardinha, o novo modelo pode representar uma virada histórica na relação entre Estado e contribuinte.
“O brasileiro vai perceber o tamanho real da carga tributária e, pela primeira vez, todos vão pagar proporcionalmente”, observou.
Sena concluiu que o sistema pode fortalecer a pressão popular por redução de impostos, já que a cobrança será finalmente uniforme.
“Quando todo mundo pagar, a sociedade inteira vai querer discutir quanto se paga. E isso pode mudar o país”, afirmou.
Deu em CPG
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