RN fortalece polo de tecnologia e inovação com avanço de startups - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Inovação 28/07/2026 05:46

RN fortalece polo de tecnologia e inovação com avanço de startups

RN fortalece polo de tecnologia e inovação com avanço de startups

O Rio Grande do Norte tem ampliado sua relevância no cenário nacional de tecnologia e inovação. Dados do Sebrae Startups Report Brasil 2025 mostram que o estado alcançou 677 startups ativas entre agosto de 2024 e agosto de 2025, crescimento de 21,3% em relação ao levantamento anterior.

Com esse desempenho, o RN figura entre os estados brasileiros com maior número de startups, chegando a ocupar, em 2024, a quarta posição no Nordeste, atrás apenas de Pernambuco, Ceará e Bahia.

Parte desse desenvolvimento pode ser observada na trajetória do Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque). Em menos de uma década, o número de empresas com CNPJ vinculadas ao Metrópole Parque passou de 31, em 2017, para 222, em 2026, o que representa um crescimento de 616%.Para o diretor do Metrópole Parque, Rodrigo Romão, os números evidenciam a importância da articulação entre formação acadêmica, pesquisa aplicada e desenvolvimento empresarial.

“Os dados refletem a expansão das iniciativas de apoio ao empreendedorismo tecnológico e da aproximação entre universidade e mercado, estratégia que tem contribuído para a criação e o fortalecimento de empresas de base tecnológica no estado”, destaca.

Formação de talentos impulsiona expansão do setor

O avanço da tecnologia no estado também está diretamente relacionado à formação de mão de obra qualificada.

No fim de 2025, o Bacharelado em Tecnologia da Informação do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) alcançou a marca de mil profissionais formados, enquanto o curso técnico já contabiliza mais de 1.800 egressos, reforçando a oferta de talentos para o mercado local.

Na avaliação da EPTEC, sindicato que reúne empresas potiguares de tecnologia, o crescimento do número de startups no Rio Grande do Norte está ligado ao amadurecimento do ecossistema de inovação e, sobretudo, à capacidade de formação de profissionais pelas instituições de ensino e pesquisa do estado.

“Mais do que formar profissionais qualificados, as instituições de ensino vêm formando pessoas com uma visão empreendedora muito mais forte do que a observada há alguns anos. Cada vez mais estudantes e pesquisadores enxergam a inovação e o empreendedorismo como caminhos naturais para transformar conhecimento em impacto econômico e social, contribuindo para o surgimento de novos negócios de base tecnológica”, afirma George Bulhões, diretor de Startups e de Relacionamento da EPTEC.

Além do fortalecimento da cultura empreendedora, a entidade destaca a contribuição de programas de fomento à inovação, como Centelha, Tecnova/FINEP e Startup Nordeste. Outro fator apontado por Bulhões é o avanço da Inteligência Artificial (IA).

“A IA está transformando não apenas a produtividade das empresas, mas também a forma como novos negócios surgem. Hoje, um empreendedor consegue validar uma ideia, testar um mercado e desenvolver um MVP em semanas, algo que antes poderia levar meses e exigir muito mais recursos. Isso tem acelerado a criação de startups e democratizado o acesso à inovação, permitindo que mais pessoas transformem conhecimento em negócios escaláveis”, conclui.

Ecossistema integrado fortalece ambiente de inovação

O avanço do setor de tecnologia também está relacionado ao fortalecimento do Ecossistema Local de Inovação (ELI Natal). O ambiente reúne atualmente cerca de 28 instituições e organizações de diferentes segmentos, incluindo universidades, centros de pesquisa, entidades empresariais, órgãos públicos e ambientes de inovação.

Segundo a agente local de inovação do Sebrae-RN, Débora Melo, o crescimento da inovação no estado é resultado de um esforço coletivo. “O ELI tem exercido um papel importante na articulação, conexão e no fortalecimento das iniciativas já existentes no território. Esse crescimento e reconhecimento nacional não se devem apenas à quantidade de iniciativas, mas, principalmente, à melhoria da articulação e da colaboração entre os atores do ecossistema”, afirma Débora.

O modelo também vem sendo ampliado para áreas estratégicas da economia potiguar, por meio de iniciativas como o ELI Agro e o ELI da Construção Civil.

“A proposta é aproximar diferentes organizações, possibilitando um olhar mais aprofundado sobre os desafios e as oportunidades de cada setor”, conclui.

Deu no Portal da UFRN

Ricardo Rosado de Holanda
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Descrição Jornalista