Desaprovação ao governo Lula alcança recorde no ano e cresce em todas as regiões, inclusive no reduto eleitoral do presidente
O cenário político para o presidente Lula se deteriora de forma acelerada. Levantamento da Quaest, divulgado nesta segunda-feira, 7, revela que a reprovação ao governo chegou a 50% em setembro, enquanto apenas 43% dos brasileiros aprovam a gestão. Trata-se da maior diferença entre desaprovação e aprovação registrada pelo instituto ao longo de 2025.
Nordeste registra salto expressivo na rejeição
O dado mais alarmante para o Palácio do Planalto vem justamente do Nordeste, considerado principal base eleitoral de Lula. Na região, a reprovação saltou de 29% em julho para 35% em setembro — um avanço de seis pontos percentuais em apenas dois meses. A piora também é significativa no Sudeste, onde a desaprovação passou de 50% para 56% no mesmo intervalo.
Homens e jovens puxam a tendência negativa
Recortes demográficos aprofundam o quadro desfavorável. Entre os homens, a desaprovação subiu de 50% para 57%. Já entre os jovens de 16 a 34 anos, a reprovação avançou de 46% para 55% — um crescimento de nove pontos que evidencia o desgaste da imagem do governo junto a essa faixa etária.
Trajetória contraria padrão histórico de governos
A evolução dos números chama atenção por romper com um padrão comum. A desaprovação era de 47% em julho, subiu para 48% em agosto e alcançou os atuais 50% em setembro. Segundo o instituto, governos neste mesmo ponto do mandato costumam apresentar tendência de recuperação — o que não está ocorrendo com a gestão de Lula.
Probabilidade de reeleição cai abaixo de 50%
Em publicações nas redes sociais, Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest, destacou que o patamar de aprovação de um governo é um dos principais indicadores de sucesso eleitoral. No nível atual de desaprovação, afirma, a probabilidade de reeleição de Lula cai para menos de 50%.
Metodologia e registro
A pesquisa foi realizada com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, por meio de entrevistas presenciais em todo o país, entre os dias 3 e 6 de setembro.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Editora Globo e pela Globo Comunicação e Participações, está registrado no TSE sob o número BR-07065/2026.
Deu em ContraFatos

