Universidade 28/09/2023 06:38
Pesquisa da UFRN recruta voluntários com depressão para testar novo tratamento
Pacientes com depressão resistente ao tratamento podem ser voluntários de pesquisa que investiga a cetamina como um tratamento alternativo para a doença.

Pacientes com depressão resistente ao tratamento podem ser voluntários de pesquisa que investiga a cetamina como um tratamento alternativo para a doença.
O estudo é realizado na UFRN pelo Departamento de Fisiologia e Comportamento (DFS) do Centro de Biociências (CB), pelo Instituto do Cérebro (ICe) e pelo Departamento de Psiquiatria do Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol). Para participar, basta enviar um e-mail demonstrando interesse, e serão enviadas as instruções.
A equipe de pesquisadores é formada pelos professores Dráulio de Araújo e Fernanda Fontes (ICe/UFRN); Nicole Galvão (DFS/CB/UFRN); Patrícia Cavalcanti e Emerson Arcoverde, do Departamento de Psiquiatria do Huol.
O tratamento é gratuito e dura nove semanas. A administração da cetamina é semanal, e cada sessão tem um tempo médio de duas a três horas.
A coordenadora do estudo, Nicole Galvão, explica que a cetamina é um anestésico utilizado há muito tempo na clínica médica.
“Há uns vinte anos, ele começou a ser atestado para depressão. Existe uma fórmula que foi aprovada no final de 2019 para depressão de pacientes com resistência ao tratamento, ou seja, que não responde à medicação convencional; apesar de ser spray, precisa ser aplicado em ambiente hospitalar. Só que, com a liberação da Anvisa, essa medicação no Brasil custa muito caro, contando toda a parte médica, hospitalar e a própria substância”, destaca.
“Uma aplicação custa cerca de R$5 mil. Então, o objetivo do estudo é validar a mesma substância, só que com uma aplicação subcutânea na região do abdômen, como se fosse a aplicação de insulina para que seja mais acessível, principalmente no contexto da população brasileira. Uma unidade dessa substância custa aproximadamente R$15”, explica Nicole.
Nesta fase, o projeto está trabalhando em colaboração com a Universidade da Califórnia de São Francisco, com uma equipe que tem respaldo na questão de terapia assistida por psicodélico. Este grupo está treinando os psicólogos e os psiquiatras do Huol.
“Além de oferecer a cetamina para o paciente, a gente também busca fazer todo um protocolo de psicoterapia. Nós acreditamos que será mais vantajoso para o paciente. Então, estamos muito felizes com essa parte e com essa parceria, que nos possibilita passar ao paciente uma terapia adicional para que haja uma melhora clínica”, relata a coordenadora.
Para mais informações, basta entrar em contato pelo e-mail cetaminaufrn@gmail.com. Leia no Portal da UFRN.
Deu no Portal da UFRN

Descrição Jornalista
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