Tite optou por uma formação com três zagueiros e três volantes, deixou Montoro e Ziyech no banco, e o Botafogo venceu o Atlético-MG no Estádio Nilton Santos, se afastando da zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Na entrevista coletiva, o treinador foi questionado sobre as mudanças na escalação, destacou os garotos da base que começaram jogando nesta quarta-feira (4/11) e priorizou o coletivo.
– Primeiro é enaltecer o grupo todo de atletas. Eu fui atleta profissional e quando meu técnico não me escalava, mas ele me respeitava e me treinava de forma igual, e o tratamento direitivo era igual, ele se sentia fortalecido. Por vezes nós temos que escolher um ou outro jogador conforme a circunstância. Também é enaltecer o Justino, Paulinho, Huguinho, Toledo… São garotos que estavam na base até ontem, identificados com a história do Botafogo e que são importantes. Isso não é desconsiderar outros jogadores que tenham qualidade técnica – explicou Tite, que acredita que a vitória poderia ter sido por uma margem maior:
– Por vezes o sistema, por vezes a necessidade, por vezes a circunstância, por vezes o condicionamento físico… É um contexto todo. O que foi mais importante é trazer a consistência. A gente controla quando está sem bola e domina e seja efetivo sem bola. Se nós olharmos única e exclusivamente as oportunidades criadas, o placar podia ser maior, podia ser mais elástico pelas jogadas limpas, claras de gol que teve. É o grupo, é a equipe toda.
Ziyech e Montoro no banco de reservas
O técnico alvinegro também falou sobre ter deixado Ziyech e Montoro fora da partida – ambos nem sequer entraram no segundo tempo.
– Eu entendo quando vocês colocam um atleta que tem uma qualidade técnica maior, entendo isso tudo. Mas eu quero mostrar, é a ideia que eu tenho, que há um conjunto de atletas disponíveis para o Botafogo. E que, daqui a pouco, a oportunidade, o treinamento, o desempenho em campo, as situações, as necessidades, a característica do jogo… Por exemplo, nós colocamos hoje o [Matheus] Martins e o [Kauan] Toledo, dois flechas do lado que, cada vez que a bola entrava no pivô ou triangulava por dentro, era oportunidade real clara, se não de finalização, de lance de perigo. Tu utilizou também a forma dos atletas que estavam fora – esclareceu.

