Mulheres 21/12/2025 05:12
Mulheres são melhores que homens em reconhecer pessoas doentes, diz estudo

Você já deve ter ouvido falar que as mulheres são mais sensíveis do que os homens. Para além dos estereótipos, a ciência reúne evidências de que sim, elas podem ser mais perceptíveis do que eles.
Um novo estudo, publicado na revista Evolution and Human Behavior, reforça essa tese ao revelar que as mulheres são mais capazes de identificar os sinais faciais de uma pessoa doente.
Para o sexo feminino, é mais simples detectar doenças – ao menos as que são aparentes – em outras pessoas. Pálpebras caídas, lábios pálidos ou um rostinho inchado são sinais que logo as fazem acender um alerta de “cuidado” para não se aproximarem e acabarem igualmente adoecendo.
Em estudos anteriores, os participantes foram solicitados a avaliar sinais nos rostos de pessoas que apresentavam doenças induzidas artificialmente nas fotos.
O novo estudo, por sua vez, contou com uma equipe de indivíduos naturalmente doentes para serem avaliados e reconhecidos por 280 estudantes de graduação, divididos em 140 homens e 140 mulheres. Juntos, eles avaliaram 24 fotos, com 12 rostos diferentes, de acordo com os momentos de saúde e de doença.
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Segurança, saúde, acessibilidade, estado de alerta, interesse social e positividade foram algumas das dimensões avaliadas e relacionadas à doença. Esses aspectos também serviram para ajudar os pesquisadores a notarem o conforto dos participantes em se aproximarem da pessoa da foto, além de perceberem se esta parecia feliz ou cansada.
Como resultado, os pesquisadores comprovaram a sua hipótese de que as mulheres, em média, são mais sensíveis a sinais de doença em rostos. Em comparação com os homens, a diferença foi pequena, mas ainda estatisticamente significativa e consistente ao longo do estudo.
Existem duas hipóteses sobre por que as mulheres seriam capazes de detectar doenças com mais precisão.
A primeira é conhecida como “hipótese do cuidador primário”. Essa hipótese infere que, como ao longo da história as mulheres foram as principais responsáveis pelos cuidados com bebês e com crianças pequenas – que ficam facilmente doentes –, elas desenvolveram uma capacidade maior de detectar doenças a partir do reconhecimento dos sinais não verbais.
Outra significativa hipótese é a “hipótese da evitação de contaminantes“, que afirma que as mulheres experimentam níveis mais elevados de repulsa em comparação aos homens. Isto, segundo os autores da pesquisa, se deve a um comportamento de maior pressão seletiva para evitar doenças que provêm delas, sobretudo ao longo das suas vidas reprodutivas e durante uma gravidez.
Os cientistas afirmam que mais pesquisas são necessárias, uma vez que outros indicadores de doenças, como voz e postura, não foram contemplados. Além disso, as fotos utilizadas no estudo mostravam apenas rostos estáticos e recortados, fatores estes que podem ter influenciado na percepção dos diferentes graus da doença entre homens e mulheres.

Descrição Jornalista
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