No documento, Motta reforçou que confia no trabalho dos servidores. Na investigação, a Polícia Federal apura a atuação da servidora da Câmara dos Deputados, Mariângela Fialek. Segundo o presidente, a autorização dada pelos parlamentares para que os seus assessores operacionalizem as indicações faz parte do funcionamento normal administrativo da Câmara e não traduz qualquer irregularidade.
“A Câmara dos Deputados continuará a conduzir suas atividades com transparência, respeito à ordem jurídica e plena independência do Poder Legislativo”, afirmou Motta.
A decisão do ministro Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Ele é suspeito, segundo o despacho do ministro, de ser o autor real das indicações e beneficiário político de 21 repasses, mesmo sem ter um mandato parlamentar.
O esquema, de acordo com a investigação, conta com três servidores da Câmara próximos ao Centrão e sobre quem Valdemar teria “ascendência”:
Mariângela Fialek, que foi assessora do ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) e hoje está lotada na liderança do PP;
Garigham Amarante, que foi indicado pelo PL para a diretoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no governo de Jair Bolsonaro e hoje está na liderança do PL na Câmara; e Nara Brum, assessora da liderança do PL na Câmara.
Deu em O Globo

