Política 27/09/2021 18:56
Militante comunista prega violência contra patrões, STF e Congresso
Jones Manoel defendeu o ódio como afeto da política, e justificou a prática pela violência do Brasil.

O historiador e militante comunista Jones Manoel defendeu o incentivo do “ódio de classe” entre trabalhadores contra seus patrões e os representantes da “burguesia brasileira”, como ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e presidentes da Câmara e do Congresso.
“Uma das tarefas fundamentais da gente é estimular o ódio de classe. Tem que acordar todo dia querendo esfolar o patrão”, disse durante uma palestra no Sindicato da Construção Civil de Fortaleza em 18 de setembro.
“Tem que acordar todo dia querendo pegar pelos cabelos cada um daqueles ministros do STF –se puxar pelo Fux sai a peruca – o presidente da Câmara dos Deputados, presidente do Congresso, tem que odiar, tem que xingar. Tem que ver uma foto e ter raiva, ter vontade de cuspir, tem que odiar a burguesia brasileira, e seus representantes”, declarou.
O vídeo com um trecho da fala foi publicado em seu canal do YouTube na 6ª feira (24.set.202
O historiador, que integra o PCB, tem 173.000 inscritos na plataforma, que usa para publicar conteúdo teórico e analítico sobre política.
Assista ao trecho em que o militante prega violência (41seg):
Na fala, Jones Manoel justificou o ódio pelo fato de o Brasil ser um dos países mais violentos do mundo.
“No Brasil tem uma negação neurótica do ódio quanto afeto da política. É ódio mesmo. Tem que odiar, especialmente nos países mais violentos do mundo, como é o Brasil.”
“A gente tem mais de 800 mil pessoas encarceradas, em sua maioria jovens pretos e pobres, que roubaram um celular, que estavam com um trouxinha de droga e 40% não teve nem julgamento. Um encarceramento ilegal, que viola a Constituição, viola a Lei de Execuções Penais, volta todo e qualquer princípio dessa porra de Estado democratico de direito. A gente tem a polícia que mais mata no mundo, que matou mais gente durante a pandemia”, disse.
O historiador também criticou a visão de que a política se daria só pelo diálogo. “No movimento social, no sindicalismo, na luta pela terra, na luta pela reforma urbana, política não é diálogo, nunca foi”, afirmou.
“Um país em que a classe dominante exerce essa violência, esse poder de extermínio, de genocídio, chega e fala assim ‘não ao ódio’. Aí chega o Bolsonaro e dá um objeto de ódio para a classe trabalhadora. Que vai odiar o comunista, a feminista, a transsexual, o indígena. O ódio é um afeto da política”.
Deu em Poder360

Descrição Jornalista
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