Golpes 22/06/2022 09:00
Mais de 24 bilhões de credenciais de login e senha estão à venda na dark web, diz estudo
Os dados de 2021 refletem um aumento de 64% em relação aos de 2020, o que representa uma desaceleração significativa quando em comparação aos últimos dois anos da década de 2010.

Uma pesquisa da Digital Shadows apontou nesta semana que há mais de 24,6 bilhões de credenciais (login e senha) roubadas e disponíveis para venda na dark web.
Os dados de 2021 refletem um aumento de 64% em relação aos de 2020, o que representa uma desaceleração significativa quando em comparação aos últimos dois anos da década de 2010.
Segundo o estudo, entre 2018 e 2020, ano em que a pandemia eclodiu, o número de credenciais à venda na dark web aumentou em 300%. Das 24,6 bilhões de combinações, 6,7 bilhões (27,2%) são únicas —uma alta de 34% em relação a 2020.
A senha mais comum, “123456”, representou 0,46% das 6,7 bilhões. Entre as 100 palavras-chave mais usadas, ela ocupa 2,77% da amostragem.
O preço das credenciais à venda na dark web depende da idade da conta, da reputação do comprador e do tamanho de arquivo de dados oferecido. Certos tipos de contas, como as relacionadas a criptomoedas, também obtêm valores maiores.
Malwares de dados, segundo o estudo, persistem como a ameaça mais significativa às credenciais na dark web. Algumas destas ferramentas podem ser adquiridas por apenas US$ 50 (em torno de R$ 260), mas o valor pode chegar perto de US$ 1 mil (R$ 5,2 mil), dependendo da funcionalidade.
“Mercados e fóruns cibernéticos continuam sendo pontos importantes para comprar e vender credenciais roubados”, alerta a pesquisa. “Vários serviços de assinatura também surgiram, oferecendo aos cibercriminosos um serviço premium para comprar credenciais.”
Ainda de acordo com a pesquisa da Digital Shadows, os ataques offline geralmente são os que produzem os melhores resultados para decifrar senhas. Segundo o estudo, 49 das 50 palavras-chaves mais usadas (98%) podem ser quebradas em menos de um segundo.
Incluir um caractere especial a uma senha básica de dez caracteres confere cerca de 90 minutos a esse tempo. Já colocar dois caracteres especiais aumenta o tempo de cracking em cerca de 28 horas.
O relatório também recomenda as pessoas a usar “autenticação multifatores, gerenciadores de senhas e senhas complexas e exclusivas”. Outras medidas incluem uma proteção proativa da conta, a aplicação consistente de bons hábitos de autenticação e a conscientização de organização digital.
Deu em Olhar Digital

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