Economia 13/06/2024 16:50
Haddad fala em “ritmo mais intenso” na agenda do corte de gastos
Após a fala do ministro da Fazenda, dólar passou a operar em queda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), falas nesta quinta-feira (13) em intensificar a agenda do corte de gastos do governo.
A declaração acontece após a pressão do mercado pelas declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que contribuíram para o aumento do dólar em relação ao real .
“Começamos a discutir 2025, a agenda de gastos. Nós vamos manter um ritmo mais intenso de trabalho neste mês, porque em julho começa a ser montada a peça orçamentária, e em agosto a peça é encaminhada ao Congresso Nacional”, disse Haddad, ao lado da ministra do Planejamento, Simone Tebet.
“Quando nós estamos falando de gastos tributários, de revisão desses gastos –seja pela ótica da qualidade dos gastos públicos, seja pela ótica do corte de gastos públicos–, nós estamos trabalhando por um futuro que está chegando, que é o ano de 2025”, continuou o ministro.
Questionado sobre as propostas, Haddad citou algumas e reforçou o compromisso em equilibrar as contas do governo.
“Nós queremos rever gastos primários, estamos dispostos a cortar privilégios, já voltou à tona vários temas que estão sendo discutidos de novo, o que é bom, como supersalários, como correção de benefícios que estão sendo concedidos ao arrepio da lei, correção de cadastros. Isso tudo voltou para a mesa”, comentou.
Imediatamente após a fala de Haddad, que aconteceu pouco antes das 13h, o dólar passou a operar em queda 0,56%, cotado a R$ 5,4066.
Nos últimos dias, a moeda norte-americana valorizou frente a brasileira, transformando o real em uma das dez moedas que mais perderam valor em 2024.
Haddad afirmou que vai focar em uma “revisão ampla, geral e irrestrita” das propostas para reduzir despesas.
“Estamos fazendo uma revisão ampla, geral e irrestrita do que pode ser feito para acomodar as várias pretensões legítimas do Congresso e do Executivo, mas sobretudo para garantir que tenhamos tranquilidade no ano que vem”, declarou.
“Gasto primário tem que ser revisto, gasto tributário tem que ser revisto e gasto financeiro do Banco Central, também. Quanto mais esses três gastos estiverem caindo, melhor para o país”, acrescentou o chefe da Fazenda.
Com meta de déficit zero par 2025, o Executivo tem até o dia 31 de agosto para apresentar ao Congresso Nacional a proposta orçamentária para o ano que vem.
Deu em IG

Descrição Jornalista
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