Combustíveis 18/03/2026 17:20
Governo quer que Estados zerem ICMS sobre importação de diesel e propõe arcar com 50% das perdas

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 18, que a pasta sugeriu a Estados e Distrito Federal que zerem o ICMS sobre a importação de óleo diesel.
O objetivo é facilitar a importação do combustível, que subiu no mercado internacional, acompanhando a forte alta do petróleo. Os governos regionais ainda vão discutir a medida.
“Há um desafio hoje, em razão da guerra, da importação de diesel”, disse Durigan, em entrevista à imprensa após reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne a pasta e secretário da Fazenda estaduais. “Essa importação, hoje, tem se descasado do preço interno.”
Na última quinta-feira, 12, o governo anunciou uma série de medidas para controlar a alta do diesel no mercado doméstico. Mas o Brasil importa cerca de 30% do combustível que consome, e os preços externos não foram afetados pela redução de PIS e Cofins ou pela subvenção à produção interna. A retirada do ICMS serviria para diminuir a diferença de preços e manter a oferta.
Segundo Durigan, a Fazenda arcaria com metade dos custos dos Estados e do DF com a zeragem de ICMS, que ocorreria temporariamente, até o dia 31 de maio. Nas contas da equipe econômica, isso implicaria em uma renúncia de R$ 3 bilhões por mês em receitas. A União arcaria com 50% das perdas — ou seja, com uma renúncia de R$ 1,5 bilhão ao mês.
“A nossa orientação é fazer isso, caso os Estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, disse o secretário-executivo da Fazenda.
“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”
Durigan reforçou que não há imposição de que o ICMS seja zerado, aproveitando para criticar o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que limitou a alíquota do imposto sobre combustíveis em 2022. Naquele ano, a então gestão impôs um corte sobre o ICMS de combustíveis, compensação que teve que ser feita em 2023, já no governo Lula 3.
Ele reforçou que a diferença é que o atual governo acredita no federalismo. O governo disse a Estados que não há nenhuma intenção de fazer o mesmo que a gestão anterior.
“A gente tem que preservar a nossa população dentro das regras, dentro das governanças das empresas públicas, o máximo possível para que a gente mitigue o impacto do aumento dos combustíveis, do aumento do preço do petróleo na população brasileira”, completou, dizendo ter pedido colaboração federativa dos Estados.
Corrida contra o tempo
Durigan afirmou que o governo corre contra o tempo, mas que a ideia é definir sobre corte do ICMS de importação sobre o diesel até 27 de março, quando o Confaz terá reunião presencial em São Paulo.
“É uma decisão dos governadores, então o Fórum de Secretários reúne essas informações, vai trabalhar tecnicamente para apurar os números e levar os governadores com o compromisso da gente ir debatendo até o dia 27, que é quando tem uma reunião presencial do Confaz em São Paulo”, afirmou.
O secretário disse ainda que não foi discutida alteração no ICMS para o diesel produzido no Brasil e que acha possível haver avanço da proposta do governo aos Estados.
“Eu espero que isso funcione e, claro, a fiscalização tem que ser reforçada. Visto que hoje, além de tratar das medidas tributárias que dão impacto em preço, a gente fortalece a fiscalização, que, em alguns casos, envolvendo gasolina, envolvendo etanol, tem chamado a atenção das autoridades competentes, porque parece não haver causa (para o aumento)”, completou.
Acordo entre ANP e Estados
O secretário-executivo afirmou que o Confaz aprovou acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 Estados para o compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis para melhorar a fiscalização de possíveis abusos de preços.
Segundo ele, os seis Estados que não aderiram foram São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Alagoas, Mato Grosso e Amazonas. Durigan afirmou, entretanto, que a adesão segue aberta.
A Fazenda convocou uma reunião extraordinária do Confaz para discutir medidas sobre o preço dos combustíveis. Segundo Durigan, a mensagem foi que o governo está comprometido em manter o abastecimento e mitigação máxima de preços para a população.
“A gente convocou uma reunião extraordinária do Confaz para agora, que terminou recentemente. A gente teve a oportunidade de discutir com os secretários de Fazenda, dentro de uma boa relação que já existe… Então a gente tem um diálogo facilitado, um diálogo fluido com os secretários de Fazenda”, afirmou.
Deu em Estadão Conteúdo

Descrição Jornalista
Eleitores com mais de 70 anos precisam votar ou justificar?
03/10/2026 08:41
📊 Pesquisa Datafolha para presidente e governadores de SP, RJ, MG, PE e DF
02/10/2026 05:38 98 visualizações
‘Estamos elaborando mandado de segurança para adiar eleições’, afirma Augusto Cury
02/10/2026 16:26 84 visualizações
Josimey Costa apresenta ‘Quase conto’ – a literatura que se lê com os olhos
01/10/2026 16:45 83 visualizações
Mais de 12 mil agentes: SESED define esquema de segurança para as Eleições 2026 no RN
01/10/2026 15:14 78 visualizações
Como votam evangélicos e católicos nesta eleição?
01/10/2026 13:22 74 visualizações
Vinhos de Vorcaro para almoço com Moraes podem valer mais de R$ 450 mil
01/10/2026 18:23 73 visualizações
Crusoé: Só 13% associam Lula ao “futuro”, indica Realtime
01/10/2026 16:07 68 visualizações
02/10/2026 14:41 67 visualizações
Lula diz que discute com BC proibir bancos de dar mais de um cartão de crédito por pessoa
02/10/2026 10:03 65 visualizações
Mais de 100 profissionais de escolas do Sesc RN conquistam certificação internacional Microsoft
02/10/2026 05:32 61 visualizações