Dinheiro 29/08/2025 12:57
Forbes: Ranking traz os 10 maiores bilionários do Brasil em 2025; veja quem são

A Forbes divulgou nesta quinta-feira a lista dos dez maiores bilionários brasileiros de 2025, que reúne 300 nomes com patrimônio acima de R$ 1 bilhão. Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, mantém a liderança pelo segundo ano consecutivo, enquanto Vicky Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra, se mantém como a única mulher no Top 10.
A edição deste ano registrou ainda 31 estreantes, que conquistaram o status de bilionário pela primeira vez, e mostrou que mais da metade dos nomes teve aumento de patrimônio, apesar de 20,6% terem registrado queda.
A lista é elaborada a partir de várias fontes, segundo a Forbes Brasil. A mais importante são os preços das ações listadas em Bolsa, com base na cotação de fechamento de 30 de junho de 2025. Além de serem informações públicas, esses dados são oficiais e auditados, o que os torna confiáveis.
No entanto, como são consideradas apenas informações públicas, os patrimônios podem estar subestimados.
Na maioria dos casos não são considerados itens como imóveis, obras de arte, aviões ou embarcações, exceto se o titular concordar em fornecer esses dados. A cada edição, novos dados são apurados. Em alguns casos, o patrimônio de irmãos ou familiares foi consolidado.
Veja abaixo quem está no Top 10 do ranking de bilionários brasileiros:
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Pelo segundo ano consecutivo, o cofundador do Facebook Eduardo Saverin lidera a lista dos brasileiros mais ricos. O empresário, nascido em São Paulo e radicado em Cingapura, acumula um patrimônio estimado em R$ 227 bilhões.
O valor representa um salto de 45,5% em relação ao ano passado e foi possível graças à febre da inteligência artificial. Ele tem quase R$ 100 bilhões a mais do que a segunda colocada, Vicky Sarfati Safra e família, com R$ 120,5 bilhões.
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Em segundo lugar aparece Vicky Sarfati Safra e família, com patrimônio de R$ 120,5 bilhões, 9,4% maior do que o registrado em 2024. Viúva do banqueiro Joseph Safra, que faleceu em dezembro de 2020, Vicky herdou metade da fortuna e mantém participação relevante nos negócios da família. Os demais herdeiros são os filhos: Jacob, Esther, Alberto e David.
No início de 2025, Jacob e David compraram a participação de Esther no banco. Alberto já havia se afastado do grupo em 2019 para fundar a gestora ASA. Vicky lidera ainda a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que apoia iniciativas nas áreas de saúde, educação e artes. A família continua controlando o Banco Safra, consolidando sua presença no setor financeiro.
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Jorge Paulo Lemann perdeu 4,2% de seu patrimônio do ano passado para cá, mas ainda tem R$ 88 bilhões. Aos 85 anos, o empresário segue como acionista controlador da AB Inbev, gigante cervejeira, além de manter participações na Restaurant Brands International, dona das redes Burger King e Tim Hortons, e em outros investimentos globais.
O grupo inclui ainda a São Carlos Empreendimentos, em sociedade com Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. Em maio de 2025, a 3G Capital, grupo de investimentos do qual Lemann é sócio, adquiriu a Skechers por cerca de US$ 9,4 bilhões, seu primeiro grande negócio em três anos.
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Na quarta posição está André Esteves, com R$ 51 bilhões, um aumento expressivo de 56% em relação ao ano passado. Principal acionista do BTG Pactual, Esteves viu o banco registrar lucro líquido ajustado recorde de R$ 13,4 bilhões nos 12 meses até junho de 2025.
A valorização de 40,6% das ações do banco nesse período multiplicou a fortuna de Esteves, principal acionista individual da instituição financeira. Sua trajetória no setor começou ainda jovem, em 1989, como analista de sistemas do Banco Pactual, e quatro anos depois ele se tornou sócio do banco. Em 2005, entrou para o rol de bilionários e nunca mais saiu.
Fernando Roberto Moreira Salles tem patrimônio de R$ 40,2 bilhões, 4,5% maior do que em 2024. Primogênito do banqueiro Walther Moreira Salles, Fernando é acionista do Itaú Unibanco por meio da Companhia E. Johnston de Participações e também participa da mineradora CBMM, líder mundial na produção de nióbio. Em 2022, ele comprou parte da participação dos irmãos Walther Júnior e João, ficando com 50% do capital da EJ, que detém cerca de 33% das ações do Itaú.
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Logo atrás está Carlos Alberto da Veiga Sicupira, com patrimônio de R$ 39,1 bilhões, que recuou 20,8% em relação a 2024. Sócio da AB Inbev e da 3G Capital, ao lado de Jorge Paulo Lemann, Sicupira enfrentou um período desafiador, marcado pela crise da Americanas em 2023, mas conseguiu manter boa parte do patrimônio graças à participação no conglomerado cervejeiro. Após vender sua participação na Kraft Heinz, a 3G Capital manteve-se discreta até a compra da Skechers no início de 2025.
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O sétimo lugar é ocupado por Pedro Moreira Salles, com fortuna de R$ 38 bilhões, aumento de 5,1% em relação a 2024. Terceiro filho de Walther Moreira Salles, Pedro é copresidente do Conselho de Administração do Itaú Unibanco e, assim como os irmãos, possui participação na Companhia E. Johnston de Participações. Ele também tem ações na CBMM, em que ficou com 44% após a reestruturação familiar de 2022.
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Miguel Gellert Krigsner, fundador de O Boticário, aparece em oitova luga do ranking, com patrimônio de R$ 34,2 bilhões, um crescimento de 19,2% ante 2024. Nascido em La Paz, na Bolívia, ele se mudou com a família para Curitiba aos 11 anos.
Graduado em farmácia e bioquímica, Krigsner fundou em 1977 a farmácia de manipulação que se tornaria O Boticário, pioneiro em franquias de cosméticos no país. Atualmente, a rede controla marcas como Eudora, Quem Disse, Berenice?, Beauty Box, Vult e O.U.i. Em 2025, a empresa recebeu crédito de R$ 1 bilhão do BNDES para financiar expansão.
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O nono colocado é Alexandre Behring da Costa, com R$ 31 bilhões, queda de 11,1% em relação a 2024. Engenheiro eletrônico e especialista em private equity, Behring foi sócio da Modus OSI Tecnologias e depois da GP Investimentos, chegando a comandar a América Latina Logística em 1998. Atualmente, integra os conselhos da Restaurant Brands International, dona das redes Burger King e Tim Hortons, e é figura importante na 3G Capital.
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Por fim, o décimo lugar pertence a Jorge Neval Moll Filho, com patrimônio de R$ 30,4 bilhões, crescimento expressivo de 119,1%. Cardiologista de formação, Moll fundou a Rede D’Or em 1977, hoje o maior grupo hospitalar do Brasil, com 69 hospitais próprios e 53 clínicas oncológicas. A empresa abriu capital na B3 em 2020, movimentando R$ 11,3 bilhões.
Jorge Moll continua como principal acionista e presidente do Conselho de Administração da empresa, com sua esposa e cinco filhos também participando do capital. Neste ano, surgiram rumores de uma possível parceria entre a Rede D’Or e a rede de medicina diagnóstica Fleury, mas o negócio não foi confirmado.

Descrição Jornalista
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