Crime organizado 01/11/2025 09:28
Exclusivo: o que os policiais viram no auge do confronto com o CV. Veja vídeo
Terça-feira, 28 de outubro. Por volta das 5h30, investigadores da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e militares da Polícia Militar (PMRJ) subiram o morro e ocuparam becos e vielas dos complexos do Alemão e da Penha.
Paramentados com fardas e equipados com fuzis, os agentes tinham como objetivo cumprir 100 mandados de prisão, 70 deles expedidos após investigação minuciosa conduzida pela PCERJ contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV). No entanto, no topo do reduto dominado pelo tráfico e marcado pela guerra territorial, eles foram recebidos a tiros.
A coluna obteve acesso a vídeos inéditos que mostram a ação policial a partir da perspectiva da tropa. Nas imagens, é possível ver mais de 15 policiais se abrigando atrás de muros de concreto das casas da comunidade, enquanto o som dos disparos domina o cenário.
Quatro policiais perderam a vida durante a megaoperação, e mais de 10 ficaram feridos. A ação policial, que culminou na morte de 117 suspeitos, é considerada a mais sangrenta da história do Rio de Janeiro.
Ao deixarem a sede da polícia na madrugada de terça-feira (28/10), os policiais — já preparados para lidar com o cenário de operação em solo fluminense — sabiam que poderia haver resistência dos investigados.
Entretanto, os bandidos instalaram um quartel-general do crime nas comunidades e se equiparam com armamento de alta precisão, incluindo o uso de “drones-bomba”.
As imagens gravadas pelas câmeras corporais acopladas às fardas dos policiais revelam que as ruas estreitas da comunidade viraram um campo de batalha. Tentando escapar do cerco, os criminosos abriram fogo enquanto fugiam para a mata, na Serra da Misericórdia.
Na floresta, a troca de tiros terminou com diversos corpos espalhados. Os cadáveres foram recolhidos no dia seguinte por moradores da região.
Após mais de 48 horas de andamento da força-tarefa para identificar os corpos, autoridades da Segurança Pública se juntaram em coletiva de imprensa, nessa sexta-feira (31/10), para detalhar as identidades dos mortos.
Do total de 117 traficantes mortos na megaoperação, 79 já foram identificados.
“Esse foi um trabalho muito expressivo das nossas equipes, que conseguiram, em curto espaço de tempo, periciar todos os corpos, identificar 99 narcoterroristas e levantar os históricos criminais. A investigação prossegue para mostrar quem são esses bandidos”, destacou o secretário de Polícia Civil do Rio, delegado Felipe Curi.
Dos 117 mortos, há 40 traficantes de outros estados – número considerado inédito pelas autoridades.
• 13 eram do Pará
• 7 eram do Amazonas
• 6 eram da Bahia
• 4 eram do Ceará
• 4 eram de Goiás
• 3 eram do Espírito Santo
• 1 era da Paraíba
• 1 era do Mato Grosso
Além do 117 mortos, 113 criminosos foram presos. Todos passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão preventiva decretada.
Deu em Metrópoles/Mirele Pinheiro

Descrição Jornalista
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