Internet 13/03/2023 12:29
‘É o fim da internet como conhecemos’, aposta futurista. Entenda o que muda em 4 pontos
A Inteligência Artificial, sem nenhuma surpresa, abre o relatório e é apontada como uma mudança que vai impactar todas as indústrias em pouco tempo.

Velha conhecida do público do South By Southwest (SXSW), festival de inovação que acontece em Austin, Texas, entre os dias 10 e 18 de março, a futurista Amy Webb, CEO da Future Today Institute, revelou em seu relatório anual o que pode acontecer nos próximos anos caso os sinais e tendências identificados se concretizem.
A Inteligência Artificial, sem nenhuma surpresa, abre o relatório e é apontada como uma mudança que vai impactar todas as indústrias em pouco tempo.
Apesar disso, Amy não deixou de lado temas quase esquecidos com a ascensão do ChatGPT, como Metaverso e Web3. E chamou o público a refletir separando o que já está no momento de ação, é ainda uma decisão ou apenas um monitoramento, a depender da indústria de cada espectador.
1- É a internet que busca você
Como conta Amy, as pessoas estão, desde a popularização da internet nos anos 90, compartilhando informações. Os usuários já geravam na web dados sobre seus comportamentos e preferências, em redes sociais e canais como MySpace e iTunes há muitos anos, o que criou uma demanda por “dados sobre outros dados” das pessoas – ou, mais diretamente, os metadados.
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Com o passar dos anos, canais como Reddit, Wikipedia e YouTube, além das próprias redes sociais, tornaram a geração de conteúdo e informação algo ainda mais comum e orgânico entre as pessoas. Inclusive, a futurista aponta, gerando um novo tipo de trabalho, o de criador de conteúdo.
Amy Webb diz que, nesse trajeto, a internet está se transformando em algo diferente, deixando de ser passiva na interação com o usuário e passando a buscar por ele.
– E se não é você que está buscando na internet, mas é a internet que está buscando em você, provoca a futurista.
2- Tudo é informação: A evolução da IA vai mudar a forma de uso de dados
Com a evolução das ferramentas de IA, vai ser mais fácil que as empresas tenham ainda mais informação sobre o usuário na web. E não apenas seus hábitos de navegação, e sim coisas mais íntimas, como seu odor natural. A palestrante mostra cenários otimistas e catastróficos sobre cada ponto.
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No caso das informações sobre os cheiros próprios das pessoas, por exemplo, isso poderia ser usado para algo bom – como descobrir quais cheiros os mosquitos não gostam para conseguir repeli-los – ou bem perigosas – como a chance de ser criada uma tecnologia para saber que pessoas estiveram em uma sala só pelos cheiros que ficaram por lá.
Com todo esse conhecimento, a discussão principal passa a ser sobre o uso de dados do usuário no futuro. Se hoje as Big techs já sabem muito sobre você, esse cenário só tende a expandir com a melhora em processamento e evolução tecnológica que está por vir.
O que Amy aponta é o risco de, no pior cenário, essa mineração de dados ser tão agressiva que isso possa significar o fim da busca por informação, mas sem nunca recebermos o que de fato queremos, já que a IA acredita já saber tudo sobre nós.
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Em um dos cenários catastróficos apontados pela futurista, ela imagina que os sistemas não vão mais deixar você escolher o que quer, ele sempre vai fazer recomendações baseadas nos seus dados.
“Nós estaremos cercados de informação, mas nunca a informação que queremos”, propõe a palestrante.
3- E como ficam as Big Techs?
Outro dos cenários trazidos pela apresentadora foi a questão das grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon, que hoje centralizam a infraestrutura para o desenvolvimento das ferramentas e plataformas.
Isso porque a estrutura tecnológica para trabalhar com Inteligência Artificial demanda processadores poderosos e, para o armazenamento de dados, uma arquitetura em nuvem robusta, que poucas companhias ainda têm condições de suportar.
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Amy revela, por exemplo, que o ChatGPT fez uso de 10 mil GPUs da Nvidia para treinar seu mais recente modelo, o GPT-3. “A maioria de nós não tem espaço no apartamento ou na empresa para 10 mil GPUs”, brinca a futurista. Além disso, as Big Techs, Google inclusive, já estão trabalhando em processadores específicos para serem aproveitados pelas IAs.
Ainda de acordo com Amy Webb, essas empresas ainda estão desenvolvendo melhores soluções para tornar mais barato trabalhar com esse tipo de tecnologia, o que permitiria uma democratização maior das tecnologias, mas só manteria o monopólio das big techs. Ela conta que hoje uma consulta ao ChatGPT ainda é sete vezes mais cara que uma busca no Google.
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4- Modelo educacional não adaptado às ferramentas de IA
Para avançar no uso de Inteligência Artificial, Amy acredita na necessidade de adaptar o modelo educacional às novas ferramentas já em escolas, atuando na formação de profissionais adaptados à nova realidade do mercado.
Nos Estados Unidos, já é comum o veto ao ChatGPT em escolas, universidades e empresas, e a futurista discorda dessa abordagem. Para ela, usar de forma apropriada as ferramentas é difícil e teremos profissionais pouco adaptados no futuro com essa visão.
Deu em O Globo

Descrição Jornalista
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