Uncategorized 01/08/2025 11:08
Comunidade de animais mais profunda do mundo é descoberta em fossa na Rússia

Estudo publicado na última quarta-feira (30/7) na revista Nature descreve a descoberta de ecossistemas complexos a mais de 9 mil metros no fundo do mar.
A comunidade de seres vivos mais profunda encontrada até o momento, localizada em uma fossa na Rússia, abriga espécies que não necessitam de luz solar e obtêm energia a partir de reações químicas.
Os animais em questão, vermes segmentados da classe Poliqueta e moluscos da classe Bivalvia, conseguem sobreviver no fundo do oceano devido a fluidos ricos em sulfeto de hidrogênio e metano produzidos por micróbios e que saem de falhas geológicas.
Isso porque raios de Sol não chegam até onde eles estão, em zona hadal — região com profundidades maiores que 6 mil metros, alta pressão e baixa disponibilidade de alimentos —, o que não os permite, por exemplo, realizar fotossíntese.
Embora seja comum observar seres quimiossintéticos — que se alimentam a partir de reações químicas — em fontes hidrotermais e fontes frias no mar, é muito difícil encontrá-las em locais mais fundos do que 7 mil metros.
Por isso, até o momento, não se havia tentado de fato procurar esse tipo de vida para além desse ponto.
Os autores do estudo publicado na Nature, porém, descobriram animais em profundidades que variam de 5.800 a 9.533 metros, na fossa das Curilas-Camecháteca, a mais profunda da Rússia e uma das mais profundas do mundo, e na fossa das Aleutas, próxima às ilhas de mesmo nome ao sul do Alasca.
A descoberta, feita durante expedição em 2024, expande limites conhecidos da vida quimiossintética, uma vez que foi encontrada a comunidade mais profunda no mundo até agora.
Para chegar até os ecossistemas, foram necessários 23 mergulhos do submarino chinês Fendouzhe nas duas fossas. No fundo do mar, foram registrados vídeos de alta definição e coletadas amostras de organismos e de sedimentos.
A partir das coletas, foram realizadas análises de sequenciamento genético e análises químicas a fim de entender que tipo de espécies estão presentes em local tão profundo e de que forma conseguem sobreviver em ambiente tão inóspito.
Entre os animais que vivem na comunidade, foram encontrados vermes tubulares, mariscos, pequenos crustáceos e moluscos como caracóis e lesmas.
Para a alimentação, ou obtenção de energia, a análise isotópica indicou que esses seres quimiossintéticos utilizam de fluidos transportados ao longo de falhas em camadas profundas de sedimentos nas fossas, onde elementos como metano “são produzidos microbianamente a partir de matéria orgânica depositada” no fundo do oceano.
Os fluidos que sustentam as comunidades são empurrados para cima devido a forças de compressão de placas tectônicas e acabam saindo por meio de falhas geológicas, como se fossem vazamentos.
Em alguns locais, os ecossistemas se estendem por mais de 2,5 mil quilômetros e chegam a ter 5,8 mil vermes por metro quadrado.
Devido à semelhança geológica das fossas em que foram encontrados os animais com outras existentes em zona hadal, esse tipo de comunidade pode ser mais comum do que se imaginava — o que desafia o conhecimento atual sobre vida em extremos, já que ela consegue prosperar até mesmo em ambientes de alta pressão e sem luz.
Comunidades baseadas em quimiossíntese observadas em zona hadal(foto: Instituto de Ciência e Engenharia de Águas Profundas, CAS (IDSSE, CAS))
Deu em Correio Braziliense

Descrição Jornalista
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