Amazônia 16/01/2026 13:03
A Amazônia não é o pulmão da Terra, diz a Ciência. E agora?


Chama-se fotossíntese o processo de alimentação que as plantas detêm, o qual depende da luz do Sol. Durante este importante estágio, elas liberam parcelas importantes de Oxigênio, o gás necessário para a nossa sobrevivência.
Devido à abundância de plantas na região amazônica, automaticamente pensamos que uma grande quantidade de Oxigênio será liberada; o que, em tese, é verdade.
O problema é que quase toda a porção de O₂ produzida é consumida em seguida por outras plantas, fungos e demais organismos da floresta — além, é claro, de atuar na decomposição da matéria orgânica.
Em outras palavras, não sobra Oxigênio ‘extra’ para ser doado ao planeta e, assim, contribuir de forma mais significativa para a vida na Terra.
Por isso, embora o Oxigênio seja produzido na floresta, sua quantidade não contribui numa escala tão grande quanto as pessoas são levadas a acreditar pelo senso comum.
Apesar disso, a floresta amazônica ainda tem outras funções extremamente importantes, como influenciar positivamente na biodiversidade, no ciclo da água, e no clima.

Quando falamos no ‘pulmão’ planeta Terra, é essencial que este ‘órgão’ não apenas produza Oxigênio em lasca escala, mas que o disponibilize para os seres vivos consumi-lo em grandes quantidades. Neste quesito, o local mais próximo de reivindicar este papel é o Oceano — mais especificamente, os Fitoplânctons.
Fitoplânctons são formados por algas e cianobactérias, seres capazes de se alimentar com a luz do Sol; assim como as plantas fazem.
Esses ‘bichos’ vivem na superfície dos oceanos e produzem cerca de 50% a 70% de todo o Oxigênio que reside na atmosfera terrestre — uma contribuição para o ecossistema que nos faz respirar. Como vivem em, praticamente, todos os mares do planeta, a distribuição do O₂ se torna mais harmônica.
Para além da água e da luz solar, esses organismos também precisam de gás Carbônico para se alimentar e, assim, produzir Oxigênio.

Funciona assim: a luz visível do Sol atinge a água, os microrganismos recebem essa luz e a utilizam como forma de energia para quebrar as moléculas da água e juntar com o Carbono que recebem do ambiente para formar a matéria orgânica que será seu alimento. O Oxigênio surge como um subproduto desta reação.
Em seguida, parte do O₂ escapa para a atmosfera e com a ação dos ventos (e da disponibilidade abundante dos fitoplânctons e cianobactérias pelos oceanos do mundo), o Oxigênio é distribuído eficientemente pelo mundo.
Por isso, o título de pulmão do planeta Terra fica para o Oceano e não para a floresta Amazônica.
De qualquer forma, isso não significa que a floresta não deva ser preservada; pelo contrário, a Amazônia é lar de incontáveis seres vivos e, como supracitado, possui uma importância indissociável para a harmonia do ecossistema de todo o nosso planeta.
Deu em Olhar Digital

Descrição Jornalista
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