Judiciário 19/03/2024 04:53
CDL pede cumprimento de sentença para desocupação de prédio invadido
A decisão judicial de desocupação do prédio foi proferida pela justiça no dia 5 de fevereiro, com 15 dias de prazo para acontecer de forma voluntária.

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL Natal) emitiu comunicado oficial em defesa do cumprimento da decisão judicial sobre a desocupação do terreno invadido pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), na Avenida Deodoro da Fonseca, no bairro Petrópolis.
A decisão judicial de desocupação do prédio foi proferida pela justiça no dia 5 de fevereiro, com 15 dias de prazo para acontecer de forma voluntária.
Mais de vinte dias após o fim do prazo, até o momento a decisão não foi executada.
“O descumprimento da decisão judicial é uma desobediência civil, gera insegurança jurídica e repercute negativamente tanto para a sociedade quanto para o ambiente de negócios e investimentos. O Judiciário exerceu seu papel, agora se faz necessário e urgente o cumprimento da lei”, informou a CDL Natal em nota.
“Ressalte-se que o MLB, mesmo diante da decisão judicial, e em informações públicas constantes do processo em curso, que o movimento tem área para moradia e aluguel social ao dispor para as famílias e, ainda assim, as mantêm expostas a uma condição insalubre e indigna”, acrescentou a entidade.
Em relação à demanda judicial, a unidade judiciária informou que o processo está aguardando o cumprimento de determinações feitas na decisão liminar, assim como o encerramento de prazos que foram concedidos na mesma, não havendo ainda definição sobre o plano de ação e a reunião preparatória.
O plano de ação consta na decisão judicial do juiz Luiz Felipe Marroquim, que determinou a reintegração de posse do terreno com uso de força policial caso o MLB não deixasse o prédio voluntariamente.
No entanto, uma resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determina reunião preparatória antes de a polícia entrar em ação.
No dia 29 de janeiro, membros do MLB invadiram o terreno onde funcionou o jornal Diário de Natal, na avenida Deodoro da Fonseca, e que hoje pertence à empresa Poti Incorporações.
São cerca de 30 famílias da ocupação Emmanuel Bezerra, formada no ano de 2020, quando o MLB organizou o grupo para ocupar o prédio da antiga faculdade de Direito da UFRN. Por conta da ocupação, a UFRN ingressou com pedido de reintegração de posse.
Após tratativas com os governos estadual e municipal, as famílias foram transferidas para o galpão na Ribeira.
Posteriormente, passaram a reclamar que se trata de uma área que alaga com águas das chuvas e dos esgotos, entre outros problemas. A Prefeitura propôs pagar R$ 600 para que cada família pudesse alugar uma casa em outras localidades, mas a proposta foi recusada.
Depois de quase quatro anos nessas condições, o movimento invadiu o terreno privado na Deodoro da Fonseca para pressionar pela entrega de casas prometidas à época da ocupação do prédio da UFRN.
A promessa das casas havia sido fruto das tratativas entre poder público e MLB. A Secretaria Municipal de Habitação explicou que “após diversas tratativas, ficou acordado que o Município de Natal iria realizar a doação de uma área para que o Governo do Estado pudesse construir 90 casas dentro do Programa Pró-Moradia, do Governo Federal, e que 30 destas casas seriam destinadas aos ocupantes da Emmanuel Bezerra”.
Assim, a Prefeitura encontraria um local provisório até que as casas estivessem prontas.
O prazo seria de dois anos.
O Governo do Estado no entanto não cumpriu com o compromisso de construir as casas.
O movimento aponta que essa demora foi um dos motivos para a decisão de invadir o terreno privado onde funcionou o jornal Diário de Natal.
No processo, a Companhia Estadual de Habitação (CEHAB/RN) diz que os programas habitacionais são realizados com recursos do FGTS e que o Estado está em tratativas para liberação destes repasses, assim como para retomada do Pró-Moradia, para contemplar as famílias selecionadas nos empreendi-mentos habitacionais.
“Porém, em razão das características dos programas, não há viabilidade de atendimento imediato vez que trata-se de empreendimentos habitacionais que devem seguir os trâmites e cronogramas dos projetos implementados”, aponta o Governo do Estado.
Isso significa que, da parte do ente estadual, não há solução imediata para o problema das famílias.
Deu em Tribuna do Norte

Descrição Jornalista
O surpreendente benefício da cerveja para a saúde
24/06/2026 19:23
5 frases perfeitas para responder quem dá palpites sem ser convidado
24/06/2026 18:34
Pix, etanol e pirataria: O que motiva novo tarifaço dos EUA contra o Brasil
02/06/2026 07:35 260 visualizações
01/06/2026 04:44 256 visualizações
Como aposentados viraram alvo de um mercado bilionário de fraudes
01/06/2026 09:18 254 visualizações
Governo aguarda nova sanção dos EUA
01/06/2026 09:27 254 visualizações
Natal libera vacinação contra a gripe para toda a população a partir desta segunda-feira (1º)
01/06/2026 06:12 250 visualizações
Trabalho nos feriados tem nova regra a partir de hoje; veja o que muda
01/06/2026 08:24 249 visualizações
Franclim Carvalho projeta sequência: ‘Vai ser muito difícil bater o Botafogo. Muito difícil’
01/06/2026 07:20 246 visualizações
01/06/2026 05:07 228 visualizações
Governo empossa 75 servidores de carreira no Idema
01/06/2026 04:59 223 visualizações