Terra 08/03/2024 08:45
Movimento dos Sem Terra invade sede do Incra em Natal
Membros do movimento se alocaram no pátio e na garagem do local, cobrando uma reunião com o superintendente Lucenilson Angelo.

ntegrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) invadiram pela manhã da última quinta-feira (7) a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), localizado no bairro de Tirol, zona Leste de Natal.
Membros do movimento se alocaram no pátio e na garagem do local, cobrando uma reunião com o superintendente Lucenilson Angelo.
A invasão acontece na mesma semana em que a deputada estadual Isolda Dantas (PT) propôs uma homenagem ao grupo na Assembleia Legislativa.
Segundo a coordenação do movimento, cerca de 500 pessoas invadiram o instituto, em maioria mulheres.
A coordenadora nacional do MST, Williana Soares, informou que a invasão faz parte de uma jornada nacional, que promoveu invasões em vários estados do País.
Desde o início de 2023, com a volta do PT ao poder, o número de invasões, no campo e na cidade, vem aumentando.
Em nota, a assessoria do Incra informou que considera como legítimas as manifestações do MST, ressaltando como o principal público e para quem o instituto trabalha.
“Estamos trabalhando incansavelmente para promover uma maior e melhor reforma agrária, mas isso não nos exime de recebermos cobranças de quem está na ponta, vivenciando as faltas e as dificuldades”, disse em nota.
Foi informado à reportagem da Tribuna do Norte que os integrantes só desocupariam o local após serem recebidos pelo superintendente. “Enquanto não tivermos resposta, vamos permanecer aqui no Incra”, disse Williana.
No entanto, mesmo após serem recebidos, os militantes permaneceram nas dependências do órgão e prometeram sair nesta sexta.
Eles alegam que solicitaram na reunião o cadastramento das famílias, concessão de créditos e fomento para cursos do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA).
O ano de 2023 ficou marcado pelo retorno das invasões a propriedades públicas e privados no campo e na cidade.
No Rio Grande do Norte, foram, pelo menos, 8 invasões organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra. Isso significa que em apenas no primeiro ano do Governo Lula o RN teve mais invasões a propriedades que nos quatro anos do Governo Bolsonaro inteiro.
A recente invasão ao prédio do antigo jornal Diário de Natal, na Avenida Deodoro da Fonseca e que hoje pertence à empresa Poti Incorporações, levantou o alerta sobre o problema que eventualmente tem ocorrido na cidade.
No interior têm se tornado mais frequentes as invasões do MST, como as que foram denunciadas nos últimos meses pela Associação do Distrito de Irrigação Baixo Açu (Diba) em áreas pertencentes ao patrimônio do Estado, no Distrito de Irrigação Baixo Açu/Perímetro Irrigado Oswaldo Amorim, nos municípios de Alto do Rodrigues e Afonso Bezerra.
Ou seja, o ano de 2024 também começou com invasões de propriedades privadas.
Deu em Tribuna do Norte

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