Violência 27/03/2023 17:49
Brasil teve ao menos 16 ataques em escolas nos últimos 20 anos; relembre casos
De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz no final de novembro do ano passado, desde 2003 o Brasil registrou 11 episódios de ataques com armas de fogo em escolas brasileiras

O ataque à faca em uma escola estadual de São Paulo, nesta segunda-feira (27), no qual uma professora de 71 anos foi morta, marca ao menos o 16º caso em escolas brasileiras nos últimos 20 anos.
De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz no final de novembro do ano passado, desde 2003 o Brasil registrou 11 episódios de ataques com armas de fogo em escolas brasileiras.
Além disso, a CNN levantou ao menos cinco episódios de violência no ambiente escolar – incluindo o desta segunda-feira – utilizando também outros tipos de arma, como facas.
A vítima era Elisabete Tenreiro, de 71 anos. De acordo com o secretário de Segurança de São Paulo, Guilherme Derrite, outras três professoras e dois alunos foram vítimas deste episódio.
“Nós temos quatro professoras e dois alunos vítimas; das quatro professoras, a Elizabeth lamentavelmente faleceu. Nós temos três professoras, uma que sofreu alguns golpes, mas encontra-se estável, e as outras duas superficiais. Dos dois alunos, um estável, já atendido, e um outro garoto em estado de choque”, disse Derrite.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que as vítimas de esfaqueamento foram duas professoras, uma de 26 e outra de 43 anos. A violência ocorreu por volta das 20h, quando o homem armado com uma faca pulou o muro da escola procurando pela diretora.
Ao não a encontrar, o autor do crime feriu as duas professoras em diferentes partes do corpo, como braço e abdômen. De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP), as servidoras atingidas foram socorridas pela equipe da escola e encaminhadas aos hospitais da região.
A prefeitura de Aracruz confirmou o ataque em duas instituições de ensino, a Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Primo Bitti e na escola particular Centro Educacional Praia de Coqueiral (CEPC), ambas no bairro Coqueiral.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado, o atirador conseguiu entrar na primeira escola, a EEFM Primo Bitti, após quebrar o cadeado do portão. Ele abriu fogo na sala dos professores, deixando duas professoras mortas e nove feridos.
O atirador prosseguiu para a segunda escola de carro, onde matou uma criança de 12 anos, e deixou duas pessoas feridas, ainda sem informação sobre a idade delas.

Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEFM) Primo Bitti, em Aracruz, no Espírito Santo / Reprodução/ Google Maps
A arma de fogo usada estava registrada em nome de um CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador), que, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do estado, supostamente pertence a um familiar do jovem.
De acordo a Delegacia Municipal de Sobral, o aluno confessou durante depoimento que havia premeditado o ato após ser vítima de bullying. O crime aconteceu na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Professora Carmosina Ferreira Gomes, no bairro Sumaré.

Uma estudante de 12 anos foi esfaqueada por um colega de classe no Colégio Floresta, zona leste de São Paulo, no dia 22 de março de 2022. Um colega de 11 anos que tentou protegê-la acabou ferido também.
O agressor era outro estudante, de 13 anos, e, segundo a polícia, disse que sofria bullying.
A estudante foi golpeada com faca ao menos 10 vezes e teve o pulmão perfurado, mas sobreviveu. O menino de 11 anos teve ferimentos leves.
Na manhã do dia 27 de setembro do ano passado, ele ateou fogo no colégio e feriu a diretora com o uso de uma faca. O jovem foi apreendido pela Polícia Militar e respondeu por ato infracional análogo ao crime de lesão corporal leve.
Segundo informações da Polícia Civil baiana, o estudante entrou na escola e atirou explosivos caseiros do tipo coquetel molotov, que causaram as chamas. Em seguida, teria esfaqueado a coordenadora. Ninguém ficou ferido pelo contato com o fogo e a vítima foi encaminhada a exame de corpo de delito.

Ele matou três crianças e duas professoras. Segundo informações da Polícia Civil, ele portava um facão e golpeou alunos e professores ao entrar no local.
Outras três crianças e uma funcionária também ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital de Saudades.

No dia 7 de novembro de 2019, um aluno de 17 anos invadiu uma sala de aula da Escola Estadual Orlando TAvares no município mineiro de Caraí. Ele disparou e feriu dois estudantes.
Um ataque na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, deixou dez mortos, incluindo os dois atiradores, e 11 feridos.
Os autores do massacre, Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, e G.T.M., de 17, eram ex-alunos da instituição.
Um dos atiradores acabou matando o comparsa e depois cometeu suicídio.

Um estudante de 15 anos do ensino médio pegou uma arma e atirou nos colegas em uma escola estadual da pacata cidade de Medianeira, a 60 quilômetros de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.
Tinha uma lista para livrar os amigos – no fim, dois acabaram baleados. O atentado aconteceu no Colégio Estadual João Manoel Mondrone. Segundo a polícia, o autor do ataque seria alvo de bullying na escola.
Um adolescente de 14 anos matou a tiros dois colegas e feriu outros quatro em uma sala de aula do Colégio Goyases, em Goiânia em 20 de outubro de 2017.
Filho de policiais militares, ele usou a arma da mãe, que havia levado à escola particular escondida na mochila. Segundo a Polícia Civil, o rapaz sofria bullying e o crime foi premeditado.
Dois jovens chegaram à Escola Estadual Enéas Carvalho, em Santa Rita (Região Metropolitana de João Pessoa), em uma moto e invadiram o pátio.
Eles usavam uniforme da escola. Um deles atirou contra um adolescente de 15 anos. O atirador disparou outras cinco vezes, atingindo duas garotas.
Uma delas, de 17 anos, foi baleada no braço direito. A outra, levou um tiro no pé esquerdo. De acordo com a polícia, o motivo do crime teria sido ciúme.
Um estudante de apenas 10 anos atirou na professora e se matou em seguida na Escola Municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, no ABC paulista.
Ele usou uma arma do pai, um guarda civil municipal. De acordo com colegas e funcionários da escola ouvidos na época, o menino era muito estudioso, inteligente e calmo.

Considerado à época como o maior massacre em escolas brasileiras até então, a tragédia em Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, deixou 12 crianças mortas.
O crime foi cometido por um ex-aluno de 23 anos que levou dois revólveres à Escola Municipal Tasso da Silveira e disparou contra os alunos, todos de 13 a 15 anos.
Depois de invadir duas salas de aula, ele foi atingido na barriga pela polícia e disparou um tiro na própria cabeça.

Em 27 de janeiro, um estudante de 18 anos disparou 15 tiros contra cerca de 50 estudantes no pátio da Escola Estadual Coronel Benedito Ortiz, em Taiúva, interior do Estado. Ele usou a última bala do revólver calibre 38 para atirar na própria cabeça e morreu.
O episódio não deixou vítimas fatais além do rapaz.
Deu em CNN/Estadão Conteúdo

Descrição Jornalista
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