Universidade 10/03/2023 06:39
Pesquisa da UFRN estuda tratamento para depressão bipolar
Muito popular por sua aplicação em procedimentos estéticos, a toxina botulínica também é utilizada em tratamentos neurológicos.

Pesquisa desenvolvida no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol/UFRN) investiga um tratamento auxiliar para a depressão bipolar tipo 2. Intitulado Depressão bipolar e toxina botulínica, o estudo busca voluntários e recebe pacientes atualmente com o transtorno, bem como seus acompanhantes e profissionais interessados em indicar tal terapia.
Muito popular por sua aplicação em procedimentos estéticos, a toxina botulínica também é utilizada em tratamentos neurológicos.
Nesse ensaio clínico, os cientistas querem observar o potencial da substância como auxiliar na melhora dos sintomas depressivos, conforme explica Nicole Galvão-Coelho, professora e pesquisadora do Departamento de Fisiologia e Comportamento (DFS/UFRN) e uma das colaboradoras do estudo.
“Hoje existem algumas opções terapêuticas disponíveis para o tratamento desse transtorno, mas, com evidência para qualificar como primeira linha, só temos o fármaco oral. Nossa pesquisa propõe que o uso da toxina botulínica vai auxiliar a ação da medicação convencional, sendo um tratamento adjuvante, com baixo efeito colateral sistêmico e menos interação farmacológica”, detalha.
Em 2018, a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar estimava em cerca de 4% da população adulta mundial a quantidade de pessoas convivendo com o transtorno, sendo aproximadamente 6 milhões no Brasil.
Assim, o estudo envolvendo esses pacientes se mostra fundamental diante da prevalência do espectro bipolar e de suas consequências, como a perda de anos de vida e os gastos diretos e indiretos.
“Quando falamos do transtorno afetivo bipolar, o humor anormal mais predominante é a depressão, sendo os sintomas depressivos três vezes mais comuns do que os sintomas maníacos e hipomaníacos. Além disso, o risco de suicídio é substancialmente maior durante episódios depressivos”, explica a professora Nicole Galvão-Coelho.
Para participar do estudo, os profissionais médicos e os pacientes precisam entrar em contato com a equipe que conduz a pesquisa, bastando enviar um e-mail para o endereço bipolartoxinabotulinica@gmail.com. Além de Nicole Galvão-Coelho, colaboram com o trabalho Emerson Arcoverde e Maria Luíza Gurgel, do Departamento de Psiquiatria do Huol, e Rodrigo Alencar, do Departamento de Neurologia do Huol.
Deu no Portal da UFRN

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