Mortes 04/01/2023 07:16
Walfredo confirma morte de 2ª vítima de explosão em Parnamirim
De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o paciente estava internado na UTI no Hospital Walfredo Gurgel antes de vir a falecer.
Mais uma vítima da explosão que aconteceu em Parnamirim no dia 28 de dezembro morreu.
De acordo com nota divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o paciente estava internado na UTI no Hospital Walfredo Gurgel antes de vir a falecer.
Foi a segunda pessoa atingida pela explosão a falecer. A explosão aconteceu em um galpão utilizado para armazenar fogos de artíficios, que seriam usados na festa de Réveillon da cidade.
Essa é a segunda morte decorrente da explosão. Na última quinta-feira (29), outro paciente que estava internado em estrado grave morreu na UTI do hospital. Além dos dois falecidos, outras três pessoas foram atingidas pela explosão.
Dois pacientes seguem internados no Centro de Tratamento de Queimados do Walfredo Gurgel, devendo ter alta nos próximos dias, enquanto o paciente restante recebeu alta na manhã desta segunda-feira (2).
O galpão atingido por um incêndio na tarde da quarta-feira (28) no bairro de Passagem de Areia, em Parnamirim, não tinha alvará do Corpo de Bombeiros Militar (CBMRN) para funcionar como local de armazenamento para fogos de artifício, segundo informou à TRIBUNA DO NORTE a assessoria de imprensa da corporação.
No episódio, cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas ao Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. O material armazenado no local seria entregue pela Campina Shows Pirotécnicos à Prefeitura de Parnamirim para o Réveillon da cidade.
O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte informou que um laudo será emitido pela corporação a partir de perícia feita pelo Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep) para auxiliar nas investigações, que estão a cargo da 17ª DP de Parnamirim.
De acordo com o CBMRN, o local não era apropriado para armazenar os fogos de artifício por não possuir alvará de funcionamento ou Auto de Vistoria (AVCB) da corporação.
A TN apurou também que não há nenhum licenciamento na Junta Comercial do Estado (Jucern) para o armazenamento dos fogos no galpão.
Para o funcionamento adequado do local, além da regularização, com a emissão do alvará emitido pelos bombeiros, os artefatos, de acordo com o CBMRN precisam conter um selo do Inmetro.
“Sem nenhum tipo de alvará, a estrutura, que ficou toda danificada, foi considerada irregular”, afirmou a corporação. Segundo o Itep, no final da manhã desta quinta-feira (29), uma equipe do órgão foi ao local do incêndio para vistorias, mas ainda não há previsão para a conclusão da perícia.
A Prefeitura de Parnamirim alegou que não tinha conhecimento do funcionamento galpão.
“O que podemos informar é que não tínhamos conhecimento sobre a existência de um depósito da Campina Shows Pirotécnicos dentro do Município de Parnamirim, tendo em vista que a empresa por nós contratada tem endereço cadastrado na cidade de Campina Grande (PB)”, afirmou a Fundação Parnamirim de Cultura (Funpac), órgão municipal responsável pelo contrato.
Deu em Tribuna do Norte

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