Consumidor 09/12/2022 09:45
Ceia de Natal fica 8,5% mais cara este ano, mas as carnes têm recuo de até 13%
Segundo levantamento prévio da Fipe, produtos consumidos nesta época do ano registraram aumento acima da inflação

Apesar da desaceleração da inflação no segundo semestre deste ano, a cesta de produtos para a ceia de Natal está 8,5% mais cara em relação ao ano passado.
Um dos produtos mais tradicionais, o panetone aumentou 16,2%. No entanto, as carnes registraram recuo no preço.
O filém mignon, o pernil com osso e a picanha, por exemplo, ficaram 13,5%, 9% e 1,7% mais baratos.
É o que mostra uma prévia do levantamento da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Com base no IPC (Índice de Preços ao Consumidor), da 2ª quadrissemana de dezembro de 2021 em relação à 4ª quadrissemana de novembro de 2022, o preço médio da cesta ficou em R$ 375,96.
Mas a tendência é de alta, porque itens mais tradicionais, como peru, pernil, lombo e chester, devem sofrer alterações até o fim do ano.
Por isso, para quem pode, vale a pena antecipar as compras. “Quanto mais próximo da data de Natal, mais caro alguns produtos ficam”, afirma o economista Marcelo Pereira, analista técnico da Fipe.
Pereira explica que, no primeiro semestre deste ano, aumentaram muito os custos de produção de alimentos, como ração e energia elétrica. Por isso, mesmo com a redução ao longo do ano da tarifa de energia e dos combustíveis, o custo ainda está embutido nos preços dos produtos.
Na média, o preço da cesta de Natal supera a inflação acumulada do ano e dos últimos 12 meses. De acordo com o IPC da Fipe, a inflação acumulada nos últimos 12 meses em outubro era de 7,62%.
Já a prévia da inflação oficial subiu 0,53% em novembro. O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 6,17% nos últimos 12 meses e, nos 11 primeiros meses de 2022, o avanço foi de 5,35%.

A pesquisa da Fipe avalia 15 produtos da cesta de Natal e 11 da lista de outros itens natalinos. Depois do panetone, os itens que mais aumentaram foram o peru (15,22%), o palmito inteiro (14,79%), o atum sólido (13,94%) e o expumante (13,56%).
Outros itens apresentaram redução, como o lombo de porco com osso, que teve uma queda de 2,53%, e o azeite de oliva (-0,86%). Sucos também sofreram impacto menor, como o suco de laranja (0,17%) e o suco de morango (0,60%), ambos com leve alta entre os dois levantamentos.
Outros itens tradicionais de Natal, consumidos na ceia, ficaram mais caros. A uva registrou aumento de 49,1%, farofa (31,4%), morango (24,6%), sorvete (18,9%), bacalhau (15,6%) e chester (13,9%) foram os mais afetados, na comparação com 2021.
Deu em R7

Descrição Jornalista
02/03/2026 06:21 279 visualizações
Trump: centenas de alvos foram atingidos no Irã e comando militar “se foi”
02/03/2026 04:40 249 visualizações
Atenção, usuários do Pix: novas regras já valem e afetam seu dinheiro
02/03/2026 08:16 245 visualizações
Ataques ao Irã: entenda como ocorre o efeito em cadeia da elevação do preço do petróleo
03/03/2026 08:01 242 visualizações
MDB confirma mais três lideranças na disputa por vagas na Assembleia
03/03/2026 05:31 226 visualizações
Lulinha admite a interlocutores que teve voo e hotel pagos pelo Careca do INSS em viagem a Portugal
02/03/2026 11:26 223 visualizações
André Mendonça é o único que pode pedir sigilos de firma de Toffoli
02/03/2026 09:42 219 visualizações
Geladeira em miniatura viraliza e revela nova moda entre adultos
03/03/2026 18:39 197 visualizações
Inmet coloca 63 cidades em alerta vermelho de chuvas; há avisos para todo o RN
03/03/2026 07:56 193 visualizações
STF já admite em conversas reservadas que haverá impeachment em 2027
02/03/2026 13:55 175 visualizações