FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
PMN – 01 ano – 0502 a 0503

Fome 25/11/2022 11:30

Após pandemia, América Latina tem 203 milhões de pessoas vivendo na pobreza

Após pandemia, região têm 201 milhões de pessoas vivendo na pobreza e 82 milhões, na pobreza extrema. Futuro de jovens está em risco, alerta a Cepal

Após pandemia, América Latina tem 203 milhões de pessoas vivendo na pobreza

A pobreza ultrapassou os índices pré-pandêmicos na América Latina e no Caribe, e seus impactos na educação dos jovens representa uma “crise silenciosa” para a região, alertou a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal). De acordo com relatório apresentado pela instituição ontem, em Santiago, capital do Chile, até o final de 2022, a pobreza afetará 32,1% da população da região, ou 201 milhões de pessoas, e a pobreza extrema, 13,1% (82 milhões).

O relatório Panorama Social da América Latina e Caribe mostra que, após um forte crescimento da pobreza e um leve aumento da desigualdade de renda em 2020, como consequência da pandemia da covid-19, o ano de 2021 registrou uma redução nos índices de extrema pobreza e de pobreza, e um crescimento dos estratos de renda média, que não foi suficiente, porém, para reverter totalmente os efeitos negativos da crise sanitária.

“A cascata de choques externos, a desaceleração do crescimento econômico, a fraca recuperação do nível de emprego e o aumento da inflação aprofundam e prolongam a crise social na América Latina e no Caribe”, alertou José Manuel Salazar-Xirinachs, secretário executivo da Cepal.

Conforme o levantamento, os níveis de pobreza extrema projetados em 2022 representam um retrocesso de um quarto de século para a região e impactam, principalmente, os jovens. Mais de 45% da população infanto-juvenil vive na pobreza e a taxa de pobreza das mulheres de 20 a 59 anos é superior à dos homens em todos os países. Da mesma forma, a pobreza é consideravelmente maior na população indígena ou afrodescendente.

O relatório alerta para o “risco de cicatrizes permanentes nas trajetórias educacionais e laborais das gerações mais jovens” na América Latina e Caribe. Durante a pandemia, as escolas da região permaneceram, em média, 70 semanas fechadas, em comparação com 41 semanas no resto do mundo.

Deu em Correio Braziliense

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista