Violência 23/06/2022 09:24
Procurador será preso por agredir procuradora dentro de prefeitura
A prefeitura de Registro afastou Demétrius por 30 dias sem recebimento de salário

O juiz Raphael Ernane Neves, da 1ª Vara Criminal do Foro de Registro (SP), decretou, ontem, a prisão preventiva do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, que agrediu a procuradora-geral do município Gabriela Samadello Monteiro de Barros.
O caso aconteceu na última segunda-feira, já no final do expediente.
A prefeitura de Registro afastou Demétrius por 30 dias sem recebimento de salário. A Polícia Civil — que já havia colhido depoimento do homem, mas o liberou — abriu um inquérito para investigar o epiódio, reunindo fotos e vídeos da agressão.
De acordo com Gabriela, ela decidiu pedir um procedimento administrativo contra Demétrius porque ele vinha agindo agressivamente com colegas de trabalho. A procuradora acredita que foi atacada por causa da apuração interna.
Em outra frente, o ouvidor das Polícias de São Paulo, Elizeu Soares Lopes, requisitou, também ontem, ao delegado-geral de polícia, Osvaldo Nico Gonçalves, a prisão temporária de Demétrius. Citando as “imagens impactantes” das agressões, ele avalia que a medida é “necessária a fim de salvaguardar o direito da vítima”.
Após a solicitação do ouvidor, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), comentou o ataque sofrido por Gabriela dentro de uma repartição pública. “Que a Justiça faça a sua parte e puna todo e qualquer covarde que agrida uma mulher”, afirmou em seu perfil no Twitter. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) designou dois promotores de Justiça, com atuação em Registro, para acompanhar no caso.
As agressões de Demétrius contra Gabriela foram registradas em vídeo por uma quarta funcionária da repartição, pois outras duas tentavam impedir que ele espancasse Gabriela. Após derrubar a procuradora-geral, ele dá socos e pontapés na superior hierárquica. Também a chama de “vagabunda” e “puta”.
Demétrius só foi contido depois da intervenção de outros funcionários, que ouviram os gritos de socorro. O caso foi registrado como lesão corporal na Delegacia de Defesa da Mulher de Registro.
Em entrevista a uma rede de tevê local, Gabriela disse que as agressões poderiam ter um desfecho pior devido ao descontrole de Demétrius. “Foi exposta a minha dignidade como mulher, fui desrespeitada com servidora pública”, afirmou.
Deu no Correio Braziliense

Descrição Jornalista
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