FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado
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Saúde 02/03/2021 08:54

Aumento de jovens com covid grave prejudica giro de leitos de UTIs

Duas em cada dez pessoas internadas em estado grave têm até 55 anos; na primeira onda, número era, no máximo, uma em cada dez

Aumento de jovens com covid grave prejudica giro de leitos de UTIs

A situação mais grave vivida pelo Brasil desde o começo da pandemia do novo coronavírus chegou a números alarmantes na ocupação de leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva) em vários Estados.

O número de internações de pacientes com até 55 anos quase dobrou em alguns hospitais nos últimos dois meses, segundo a presidente da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira), a médica intensivista Suzana Lobo.

“Não foi realizada uma pesquisa, mas o que observamos é que vem aumentando o número de jovens [internados por conta da covid-19], e médicos do Brasil relatam esse aumento”, conta.

A especialista explica que o fator de preocupação é que esses doentes têm a tendência de ficarem mais tempo internados do que idosos doentes, o que diminui sensivelmente a rotatividade de vagas nas UTIs.

A coordenadora de UTI da BP (Beneficência Portuguesa) de São Paulo, Viviane Cordeiro Veiga, relata preocupação com o crescimento.

“O número de internações é muito variável, visto que a rotatividade em UTI é alta. Verificamos, nessa segunda onda da pandemia, uma porcentagem expressiva e preocupante de pessoas mais jovens e de pacientes graves.

Dependendo de outras comorbidades, as chances de permanência e o risco de óbito crescem”, diz a intensivista e cardiologista.

Na primeira onda da covid-19, os jovens representavam cerca de 10% dos internados em estado grave. Atualmente, eles superam os 15% e, em alguns locais, chegam a 20% dos leitos de terapia intensiva.

Para Suzana, a resistência desses pacientes é a causa de eles ficarem mais tempo internados. “Esses pacientes têm uma tendência de serem mais tolerantes a medicamentos e têm menos chance de mortalidade, uma vez que as disfunções orgânicas tendem a ser menor.

A probabilidade de cura das pessoas até 55 anos é grande, já que eles vão melhorando com o tempo e os tratamentos”, explica.

Deu em R7

Ricardo Rosado de Holanda
Ricardo Rosado de Holanda


Descrição Jornalista