Acumulado do ano também perde ritmo
A desaceleração aparece ainda no acumulado de 2026. Entre janeiro e setembro, foram criados aproximadamente 1,2 milhão de postos com carteira assinada. A redução é de 27,9% frente ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo chegou a 1,7 milhão.
O resultado acumulado é o menor para os nove primeiros meses do ano desde 2020. Naquele ano, em meio à pandemia de covid-19, a economia brasileira eliminou cerca de 775 mil empregos formais.
Apesar da perda de ritmo, o estoque de empregos formais chegou a 48,3 milhões em setembro. O número supera os 48,2 milhões de agosto e os 47,5 milhões contabilizados em setembro do ano passado.
Serviços lideram contratações e agropecuária fecha vagas
Quatro dos cinco principais setores da economia tiveram saldo positivo de empregos no mês. Serviços ficou na frente, com 81.241 vagas. A indústria vem na sequência, com 19.285, e o comércio, com 15.697. A construção civil também teve resultado positivo, com 9.468 novos postos.
A agropecuária foi a exceção. O setor fechou o mês com saldo negativo de 4.381 empregos formais.
Resultado por região
O Nordeste liderou a criação de vagas, com 49.142 postos, seguido pelo Sudeste, com 39.404. O Norte registrou 14.748 novos empregos. Sul e Centro-Oeste tiveram saldos positivos de 9.949 e 7.894, respectivamente.
Salário médio de admissão recua levemente
O salário médio real de admissão foi de R$ 2.429,41 em setembro. O valor fica ligeiramente abaixo dos R$ 2.430,51 de agosto, já considerada a inflação.
Na comparação com setembro de 2025, quando o valor era de R$ 2.384,50, houve aumento real na remuneração média dos trabalhadores contratados.
Caged e Pnad Contínua não são comparáveis
Os dados do Caged levam em conta apenas os empregos formais e não incluem trabalhadores informais. Por isso, não podem ser comparados diretamente com a taxa de desemprego calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
Segundo o IBGE, a taxa de desemprego ficou em 5,2% no trimestre encerrado em setembro. É o menor percentual para esse período desde o início da série histórica da pesquisa, em 2012.

