Má notícia para idosos: planos de saúde passam por reajustes e segurados ficam assustados - Fatorrrh - Ricardo Rosado de Holanda
FatorRRHFatorRRH — por Ricardo Rosado

Idosos 13/08/2026 17:02

Má notícia para idosos: planos de saúde passam por reajustes e segurados ficam assustados

Má notícia para idosos: planos de saúde passam por reajustes e segurados ficam assustados

O aumento das mensalidades dos planos de saúde coletivos tem gerado preocupação entre os brasileiros, principalmente entre os beneficiários com mais de 60 anos, que frequentemente dependem desses serviços para manter o acompanhamento médico.

Nos últimos anos, as queixas sobre reajustes considerados elevados cresceram de forma significativa, levando a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) a discutir mudanças nas regras que regulam esse mercado.

O objetivo é ampliar a transparência, oferecer mais segurança aos consumidores e reduzir conflitos envolvendo aumentos de preços, coparticipação e cancelamento de contratos.

Reclamações sobre reajustes crescem entre idosos

 

Levantamento da ANS, divulgado pelo Estadão, mostra que as reclamações relacionadas aos reajustes dos planos de saúde coletivos aumentaram 47% entre 2021 e 2025 entre consumidores com mais de 60 anos.

As chamadas Notificações de Intermediação Preliminar (NIP) passaram de 842 registros em 2021 para 1.238 em 2025. Apenas no primeiro semestre de 2026, até junho, já haviam sido contabilizadas 528 notificações, indicando que a insatisfação permanece elevada.

Uma das principais razões para esse cenário é que os planos coletivos empresariais e por adesão não possuem um limite anual de reajuste definido pela ANS, ao contrário do que ocorre com os planos individuais e familiares.

Nesses contratos, os percentuais são negociados entre operadoras e contratantes, levando em consideração fatores como perfil dos beneficiários, utilização dos serviços e custos assistenciais.

ANS avalia novas regras para dar mais transparência

Diante do aumento das reclamações, a ANS estuda alterar a regulamentação dos contratos coletivos. Entre as propostas está a criação de uma cláusula padrão para explicar de forma clara como os reajustes são calculados.

Outra medida em análise prevê a divulgação antecipada da memória de cálculo, permitindo que empresas, associações e consumidores conheçam os critérios utilizados para definir os novos valores. A expectativa é reduzir dúvidas e aumentar a transparência nas negociações.

Coparticipação e cancelamento de contratos também podem mudar

Foto: Shutterstock

As discussões não se limitam aos reajustes. A agência também avalia estabelecer um teto de 30% para a coparticipação cobrada sobre cada procedimento realizado pelo beneficiário.

Além disso, está em estudo a criação de regras que obriguem as operadoras a comunicar com antecedência mínima qualquer cancelamento ou encerramento de contrato, evitando que usuários sejam surpreendidos com a perda da cobertura médica.

Operadoras defendem modelo atual de negociação

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) afirma que os reajustes aplicados em 2026 estão entre os menores dos últimos anos, desconsiderando o período da pandemia. Segundo a entidade, os percentuais refletem negociações entre contratantes e operadoras e consideram o aumento dos custos dos serviços de saúde.

Enquanto consumidores pedem regras mais rígidas para evitar aumentos considerados abusivos, as operadoras sustentam que os reajustes são necessários para manter o equilíbrio financeiro dos contratos. O debate segue em andamento e poderá resultar em mudanças importantes para milhões de brasileiros que dependem dos planos de saúde coletivos.

*Com informações Estadão/Capitalist/Renato Soares

Ricardo Rosado de Holanda
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