“Os dados refletem a expansão das iniciativas de apoio ao empreendedorismo tecnológico e da aproximação entre universidade e mercado, estratégia que tem contribuído para a criação e o fortalecimento de empresas de base tecnológica no estado”, destaca.
Formação de talentos impulsiona expansão do setor
O avanço da tecnologia no estado também está diretamente relacionado à formação de mão de obra qualificada.
No fim de 2025, o Bacharelado em Tecnologia da Informação do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN) alcançou a marca de mil profissionais formados, enquanto o curso técnico já contabiliza mais de 1.800 egressos, reforçando a oferta de talentos para o mercado local.
Na avaliação da EPTEC, sindicato que reúne empresas potiguares de tecnologia, o crescimento do número de startups no Rio Grande do Norte está ligado ao amadurecimento do ecossistema de inovação e, sobretudo, à capacidade de formação de profissionais pelas instituições de ensino e pesquisa do estado.
“Mais do que formar profissionais qualificados, as instituições de ensino vêm formando pessoas com uma visão empreendedora muito mais forte do que a observada há alguns anos. Cada vez mais estudantes e pesquisadores enxergam a inovação e o empreendedorismo como caminhos naturais para transformar conhecimento em impacto econômico e social, contribuindo para o surgimento de novos negócios de base tecnológica”, afirma George Bulhões, diretor de Startups e de Relacionamento da EPTEC.
Além do fortalecimento da cultura empreendedora, a entidade destaca a contribuição de programas de fomento à inovação, como Centelha, Tecnova/FINEP e Startup Nordeste. Outro fator apontado por Bulhões é o avanço da Inteligência Artificial (IA).
“A IA está transformando não apenas a produtividade das empresas, mas também a forma como novos negócios surgem. Hoje, um empreendedor consegue validar uma ideia, testar um mercado e desenvolver um MVP em semanas, algo que antes poderia levar meses e exigir muito mais recursos. Isso tem acelerado a criação de startups e democratizado o acesso à inovação, permitindo que mais pessoas transformem conhecimento em negócios escaláveis”, conclui.
Ecossistema integrado fortalece ambiente de inovação
O avanço do setor de tecnologia também está relacionado ao fortalecimento do Ecossistema Local de Inovação (ELI Natal). O ambiente reúne atualmente cerca de 28 instituições e organizações de diferentes segmentos, incluindo universidades, centros de pesquisa, entidades empresariais, órgãos públicos e ambientes de inovação.
Segundo a agente local de inovação do Sebrae-RN, Débora Melo, o crescimento da inovação no estado é resultado de um esforço coletivo. “O ELI tem exercido um papel importante na articulação, conexão e no fortalecimento das iniciativas já existentes no território. Esse crescimento e reconhecimento nacional não se devem apenas à quantidade de iniciativas, mas, principalmente, à melhoria da articulação e da colaboração entre os atores do ecossistema”, afirma Débora.
O modelo também vem sendo ampliado para áreas estratégicas da economia potiguar, por meio de iniciativas como o ELI Agro e o ELI da Construção Civil.
“A proposta é aproximar diferentes organizações, possibilitando um olhar mais aprofundado sobre os desafios e as oportunidades de cada setor”, conclui.
Deu no Portal da UFRN

