Bebidas 27/07/2026 19:43
O mundo está deixando o copo de cerveja de lado: produção global cai para 189,6 bilhões de litros, fábricas fecham na Alemanha e Brasil surpreende ao crescer

A produção global caiu 0,7% em 2025 e atingiu 189,6 bilhões de litros, segundo levantamento divulgado pela BarthHaas.
O volume considera também as cervejas sem álcool, que ganharam espaço diante da mudança nos hábitos dos consumidores.
Países como Alemanha, Estados Unidos, China, Austrália e Polônia registraram retração.
O Brasil, por outro lado, seguiu na direção oposta e ultrapassou 15 bilhões de litros produzidos.
A maior queda proporcional foi registrada na Austrália e na Oceania.
A região produziu 1,8 bilhão de litros, após uma redução de 2,4% em 2025.
A Europa também apresentou desempenho negativo e encerrou o período com 51 bilhões de litros.
A retração europeia chegou a 1,6%, influenciada principalmente pelas quedas da Alemanha e da Polônia.
China, Estados Unidos, Brasil, México e Rússia continuaram à frente do mercado alemão.
A produção de cerveja na Ásia caiu 1,2% e terminou 2025 próxima de 59 bilhões de litros.
A Índia registrou crescimento, mas o avanço foi superado pelas quedas observadas em outros mercados.
China, Vietnã, Japão, Coreia do Sul e Mianmar reduziram seus volumes de produção.
A China continuou como a maior fabricante mundial.
O país respondeu por mais de um sexto de toda a cerveja produzida no planeta.
A América do Norte produziu cerca de 34 bilhões de litros em 2025.
A queda regional atingiu 1,9%.
Os Estados Unidos perderam quase um bilhão de litros e terminaram o ano com pouco mais de 17 bilhões.
O México apresentou crescimento expressivo e se aproximou dos 15 bilhões de litros.
A expansão mexicana não foi suficiente para evitar o resultado negativo do continente.
A América do Sul cresceu 1,7% e alcançou aproximadamente 25 bilhões de litros.
O Brasil foi o principal responsável pelo avanço e superou 15 bilhões de litros produzidos.
A África também cresceu 2,6% e chegou perto de 17 bilhões de litros.
A produção mundial de lúpulo diminuiu em ritmo superior ao registrado no mercado cervejeiro.
A área cultivada caiu 5,5% e ficou em 52.660 hectares.
O volume da colheita recuou 3,8% e alcançou 109.188 toneladas.
A Alemanha manteve a liderança mundial em área plantada e quantidade colhida.
O país permaneceu à frente dos Estados Unidos.
Heinrich Meier, da BarthHaas, afirmou que a produção voltou a superar a demanda em 2025.
Thomas Raiser, diretor-geral da empresa, prevê estabilidade ou uma nova queda na fabricação de cerveja.
O crescimento da África, Ásia e América Latina deverá ser compensado pelas retrações da Europa e da América do Norte.

As cervejarias alemãs sofrem com vendas menores e custos cada vez mais elevados.
O Destatis, Departamento Federal de Estatísticas da Alemanha, registrou queda de 6% nas vendas em 2025.
O volume comercializado ficou próximo de 7,8 bilhões de litros.
O resultado foi o pior desde o início dos registros, em 1993.
Energia, mão de obra, transporte, produção e embalagens ficaram mais caros.
Consumidores também passaram a gastar com maior cautela diante das incertezas econômicas.
Jovens alemães reduziram o consumo e muitos decidiram abandonar completamente as bebidas alcoólicas.
A Veltins conseguiu elevar suas vendas totais no primeiro semestre de 2026 após comprar a marca Karamalz.
A Karamalz produz uma bebida sem álcool com sabor levemente caramelizado.
As vendas da principal marca da empresa, a Veltins Pils, caíram aproximadamente 4,3%.
O Grupo Warsteiner anunciou, em maio de 2026, o fechamento da cervejaria localizada em Herford.
Outra fábrica, situada em Paderborn, foi vendida.
Cerca de 220 empregos foram afetados pelas decisões.
A Associação Alemã de Cervejeiros informou que aproximadamente 100 cervejarias fecharam desde o fim de 2019.
As bebidas sem álcool passaram a ocupar uma posição estratégica dentro do setor.
Cervejarias ampliaram a produção de refrigerantes, sucos gaseificados, energéticos e águas aromatizadas.
A diversificação busca alcançar consumidores que não desejam beber cerveja tradicional.
As cervejas sem álcool já representam mais de 10% do mercado alemão.
A Alemanha também lidera a produção europeia dessa categoria, segundo a Associação Alemã de Cervejeiros.
Especialistas alertam, porém, que o segmento apresenta sinais de saturação.
A estratégia poderá ajudar algumas fabricantes, mas dificilmente impedirá o fechamento de todas as empresas pressionadas pela crise.
Você acredita que as cervejas sem álcool serão suficientes para salvar as fabricantes tradicionais ou o setor precisará buscar novas formas de conquistar os consumidores?

Descrição Jornalista
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