O levantamento mostra que os roubos diminuíram em 26 unidades da Federação. A única exceção foi o Rio de Janeiro, onde houve crescimento de 19,4% desse tipo de crime. Já entre os furtos, a tendência foi de estabilidade no país.
Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, São Luís (MA) lidera o ranking nacional de celulares roubados e furtados, com taxa de 1.517 aparelhos subtraídos por 100 mil habitantes. Na sequência aparecem Belém (PA), São Paulo (SP), Salvador (BA) e Lauro de Freitas (BA).
Muito além do prejuízo financeiro
Na análise do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o furto e o roubo de celulares vão além do prejuízo financeiro causado às vítimas. O aparelho concentra informações pessoais, bancárias e de autenticação digital, tornando-se uma porta de entrada para outros crimes, como fraudes financeiras e estelionatos.
Por isso, os pesquisadores classificam esse tipo de ocorrência como um dos principais fatores que alimentam a sensação de insegurança da população e que devem ganhar espaço no debate eleitoral de 2026.
O estudo também destaca que políticas de bloqueio de aparelhos e integração de bancos de dados têm potencial para reduzir a receptação, mas ressalta que a eficácia dessas medidas depende de cooperação internacional.
Segundo o relatório, enquanto celulares bloqueados no Brasil puderem ser comercializados ou utilizados em outros países, parte do mercado ilegal continuará operando.

